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Professora desabafa após aluno colocar vidro em sua água: “Se eu fosse você, não beberia”

Foto: Reprodução

Uma professora da rede municipal de São José dos Campos revelou, em um vídeo publicado nas redes sociais, como percebeu que havia algo errado com o copo de água que utilizava durante uma aula de Ciências. Segundo ela, alunos começaram a cochichar, rir e fazer sinais antes que o objeto fosse encontrado no recipiente.

O caso aconteceu na terça-feira (30), em uma escola municipal do bairro Parque Residencial União. Três estudantes do 8º ano foram identificados como envolvidos e receberam suspensão até o fim do mês de julho.

“Se eu fosse você, não beberia essa água”

De acordo com o relato da professora Michele Ramos, ela utilizava lâminas de microscópio durante uma atividade em sala quando um dos alunos teria colocado uma delas dentro de seu copo.

Pouco depois, outro estudante buscou água para a docente, momento em que o comportamento da turma despertou sua atenção.

 

“Eles começaram a cochichar e algumas alunas falaram: ‘Se eu fosse você, não beberia essa água’. Na hora, percebi que havia alguma coisa errada acontecendo”, contou.

A professora afirmou ainda que sentiu uma espécie de cumplicidade entre alguns estudantes que presenciaram a situação, mas não revelaram imediatamente o que havia ocorrido.

Professora recebeu atendimento após o episódio

Apesar do susto, a docente não chegou a ingerir a água. Após a descoberta do vidro no recipiente, ela recebeu atendimento médico por conta do abalo emocional causado pela situação.

O caso foi comunicado à direção da escola e às autoridades competentes para as providências cabíveis.

Estudantes podem responder por ato infracional

A Secretaria Municipal de Educação informou que os adolescentes envolvidos foram suspensos e que o episódio foi encaminhado ao Conselho Tutelar e à Polícia Civil.

Especialistas explicam que, por serem menores de idade, os estudantes não respondem criminalmente da mesma forma que adultos, mas podem ser responsabilizados por ato infracional conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Além disso, a professora pode registrar um boletim de ocorrência e buscar, na esfera cível, eventual reparação por danos morais junto aos responsáveis legais dos alunos.

Direitos da servidora também podem ser garantidos

Outra medida possível é a abertura de uma Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), documento que formaliza ocorrências relacionadas ao ambiente profissional e pode assegurar direitos ligados ao acompanhamento médico e psicológico da servidora.

O episódio gerou grande repercussão nas redes sociais e levantou debates sobre segurança, disciplina escolar e respeito aos profissionais da educação.

 

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