Policiais civis de São Paulo utilizaram fantasias de personagens como “Minions” e o vilão “Gru”, da franquia Meu Malvado Favorito, para prender quatro suspeitos durante ações em blocos de Carnaval na capital. As ocorrências foram registradas entre a noite de domingo (15) e esta segunda-feira (16).
A estratégia permitiu que as equipes se misturassem ao público para identificar pessoas suspeitas de furtos e tráfico de drogas em meio à aglomeração. Na região da República, duas mulheres foram presas em flagrante por furto qualificado logo após a subtração de um celular. O aparelho foi recuperado e devolvido à vítima. Outro telefone, sem comprovação de origem, foi apreendido.
Já na segunda-feira, no bairro Santa Cecília, uma mulher foi detida com dez celulares. Os aparelhos foram recolhidos para análise e identificação dos proprietários. As ocorrências foram registradas no 2º Distrito Policial, no Bom Retiro.

No Parque do Ibirapuera, um homem foi preso por tráfico de drogas. Com ele, foram apreendidos 54 cigarros de substância semelhante à maconha, porções de drogas, cerca de 100 ml de líquido com características de lança-perfume, além de dinheiro, máquina de cartão e telefone celular. O caso foi encaminhado ao 16º Distrito Policial, na Vila Clementino.
Com as novas prisões, a Operação Carnaval 2026 soma 47 detenções na capital paulista e mais de 70 celulares recuperados nos dois primeiros fins de semana de festa. Apenas no sábado (14), 32 aparelhos foram apreendidos.
No domingo (15), agentes fantasiados de personagens da turma do Chaves recuperaram oito celulares na República, enquanto policiais caracterizados como Caça-Fantasmas apreenderam outros 12 na Consolação.
Tecnologia reforça segurança
A Polícia Civil utiliza o programa SP Mobile para cruzar dados dos aparelhos com registros de ocorrência e localizar os donos. As ações também contam com apoio do sistema Muralha Paulista, que integra câmeras inteligentes e reconhecimento facial.
A Operação Carnaval mobiliza mais de 13 mil policiais militares por dia em todo o estado, sendo cerca de 5 mil na capital, além de equipes da Polícia Civil em atuação estratégica nas áreas de maior concentração de público.
