A Polícia Militar de São Paulo começou a empregar um novo batalhão para reforçar o patrulhamento em áreas com maior concentração de roubos e furtos na capital. Batizada de Batalhão de Resposta Avançada Operacional (BRAvO), a unidade atua desde 22 de setembro e conta com 250 policiais e 150 motocicletas utilizadas diariamente.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), as equipes são deslocadas conforme indicadores criminais, mapas de ocorrências e informações do sistema Muralha Paulista. O planejamento define os locais e horários das operações, permitindo que o reforço seja redistribuído entre diferentes regiões.
Primeira semana teve 34 prisões
De acordo com o balanço divulgado pela SSP, o batalhão prendeu 34 pessoas nos primeiros sete dias de atuação, incluindo oito procuradas pela Justiça. As operações ocorreram nas regiões Central e Sul da capital.
No período, foram abordadas mais de 3,1 mil pessoas e fiscalizados 1.659 veículos — 1.167 motocicletas e 492 automóveis.
A corporação também informou a recuperação de três veículos roubados ou furtados e a apreensão de cinco celulares, drogas e R$ 5,2 mil em dinheiro.
Motos são utilizadas em corredores e vias de difícil acesso
O planejamento inclui o combate a crimes em vias públicas, ocorrências de quebra-vidro e roubos e furtos de veículos. Segundo a PM, as motocicletas permitem deslocamentos por congestionamentos, ruas estreitas e locais de acesso mais difícil para viaturas maiores.
Dependendo da operação, uma moto pode transportar dois policiais. Nessas situações, o agente na garupa pode utilizar armamento longo, como fuzil, conforme a missão e os protocolos da corporação.
Os integrantes recebem preparação em pilotagem, abordagens e uso proporcional da força. As equipes também utilizam câmeras corporais.
Efetivo pode ser mobilizado de outras unidades
Embora seja uma estrutura permanente, o BRAvO tem composição variável. Policiais, motocicletas e equipamentos podem ser mobilizados de diferentes unidades para uma operação e retornar posteriormente às suas bases.
O modelo reúne profissionais com experiência em ROCAM, BAEP, Força Tática e policiamento de trânsito. Nas regiões atendidas, as operações são coordenadas pelo comandante do batalhão territorial responsável pela área.
Investimento inicial em motos foi de R$ 5,7 milhões
Segundo o governo estadual, foram adquiridas inicialmente 140 motocicletas, por cerca de R$ 5,7 milhões. A frota utilizada nas operações também inclui veículos que já pertenciam à Polícia Militar.
A previsão apresentada pela corporação é comprar outras 450 motos até o fim do ano.
A atuação inicial do BRAvO está concentrada na capital paulista. O comunicado não apresenta um cronograma de operações em cidades do interior.

