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Mãe e padrasto são presos suspeitos de torturar bebê de 1 ano no interior de SP

Foto: Polícia Civil

Um bebê de apenas 1 ano teria sido submetido a agressões e outras práticas violentas durante cerca de quatro meses em São João da Boa Vista (SP). A mãe da criança e o padrasto foram presos na segunda-feira (31), suspeitos de tortura e tentativa de homicídio. Segundo a Polícia Civil, a investigação aponta que a mulher chegava a utilizar gelo para tentar diminuir as marcas das agressões no corpo do filho.

As identidades dos investigados não foram divulgadas. O processo tramita em segredo de Justiça.

Segundo o delegado Fabiano Antunes de Almeida, responsável pela investigação, a mãe alegava que os ferimentos encontrados no menino seriam decorrentes de quedas.

A apuração policial, no entanto, aponta que a criança era agredida em diferentes partes do corpo. O delegado informou que teriam sido atingidas principalmente regiões menos aparentes, como nádegas, mãos e solas dos pés.

Ainda conforme a investigação, a mãe utilizaria gelo sobre os hematomas na tentativa de reduzir as marcas.

Polícia apura série de práticas violentas

A investigação também encontrou mensagens trocadas entre a mãe e o padrasto que, segundo a Polícia Civil, ajudaram a identificar como o bebê seria tratado dentro de casa.

Entre as práticas investigadas estão agressões com colher de pau, privação de sono, isolamento como forma de castigo e administração de Diazepam, medicamento controlado, sem prescrição médica.

A polícia também apura relatos de caminhadas forçadas durante a madrugada, enforcamento e episódios em que o rosto do bebê teria sido colocado em uma bacia com água quente.

Parte do conteúdo obtido durante a investigação não foi divulgado para preservar o andamento do caso.

Criança chegou ao hospital em estado gravíssimo

Um dos episódios mais graves teria ocorrido em 19 de junho. Na ocasião, o bebê apresentou traumatismo craniano grave, hematoma subdural e extensas hemorragias retinianas.

A criança chegou ao atendimento médico com nível de consciência extremamente reduzido e sofreu uma parada cardiorrespiratória. Diante da gravidade, precisou ser internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Campinas.

Segundo o delegado, o pediatra que realizou o atendimento percebeu que o quadro clínico e as lesões não eram compatíveis com a versão apresentada sobre o que teria acontecido.

O menino permaneceu internado por aproximadamente um mês. Após receber alta, passou a ficar sob os cuidados do pai.

Denúncia levou caso à polícia

O caso chegou às autoridades por meio da advogada do pai da criança e do Ministério Público do Estado de São Paulo.

A Polícia Civil passou a investigar os fatos como tortura e tentativa de homicídio qualificado contra criança. Mãe e padrasto foram presos enquanto as investigações prosseguem.

A defesa dos investigados informou que não teve acesso aos laudos que fundamentaram as prisões e que pretende apresentar no processo sua versão sobre os fatos.

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