A Justiça decretou a prisão preventiva de Alon Keikon Souza Silva e Wagner Luis de Aguiar, apontados pela Polícia Civil como líderes de uma organização criminosa investigada por aplicar fraudes eletrônicas, estelionato e lavagem de dinheiro em Limeira. A decisão também determinou o sequestro de 31 veículos e de outros bens de alto valor apreendidos durante a operação.
De acordo com a decisão judicial as investigações indicam que o grupo explorava de forma fraudulenta a funcionalidade “Cofrinho Cartão”, da plataforma PicPay. Segundo a Polícia Civil, dezenas de pessoas cediam contas bancárias para a execução das fraudes, enquanto operadores financeiros realizavam aportes para criar artificialmente saldos e limites de crédito. Conforme a apuração, toda a estrutura seria coordenada por Alon e Wagner, apontados como líderes e principais beneficiários dos valores obtidos ilegalmente.
Na decisão, o magistrado afirma que há robustos indícios da prática dos crimes investigados e destaca que as provas reunidas, incluindo movimentações financeiras, documentos e extrações de dados de celulares apreendidos, indicam a existência de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas e voltada à obtenção de vantagens ilícitas por meio de fraudes eletrônicas e posterior ocultação do dinheiro.
O juiz também ressaltou que mensagens extraídas dos aparelhos celulares apontam que os investigados exerciam funções de liderança, coordenando as operações ilícitas, recrutando novos participantes, administrando contas bancárias utilizadas nas fraudes e gerenciando os recursos obtidos.
Ao justificar a prisão preventiva, a Justiça considerou a gravidade dos fatos, a complexidade da organização criminosa e o risco de continuidade das atividades ilícitas. A decisão ainda destaca a possibilidade de interferência na investigação, influência sobre testemunhas e ocultação de patrimônio, diante da elevada capacidade financeira atribuída aos investigados.
Além das prisões preventivas, o magistrado determinou o sequestro dos 31 veículos apreendidos, bem como dos demais bens de expressivo valor econômico recolhidos durante a operação. Segundo a decisão, a medida busca garantir eventual ressarcimento às vítimas, reparação dos danos e possível perdimento dos bens caso haja condenação.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Limeira comandado pelo delegado Dr. Leonardo Burguer e apura, em tese, os crimes de organização criminosa, estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.

