Uma operação intitulada de “Falsa Las Vegas”, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (GAEPP), do MPSP, Ministério Público de São Paulo, em conjunto com a Polícia Civil, resultou, entre tantos outros itens, na apreensão de um helicóptero.
A operação teve como objetivo desarticular uma estrutura voltada à exploração ilegal de jogos de azar e à lavagem de capitais. As diligências resultaram em duas prisões preventivas, no sequestro de 76 imóveis, na apreensão da aeronave e no bloqueio de até R$ 5,3 bilhões em 46 contas bancárias.
Houve ainda a apreensão de R$ 600 mil em espécie, seis veículos, telefones celulares e documentos. Os mandados foram cumpridos nas cidades de São Paulo, Carapicuíba, Osasco e Barueri.
A ofensiva é desdobramento da Operação Falso Mercúrio e teve como alvo um grupo suspeito de utilizar empresas de fachada, contas de passagem e laranjas para ocultar patrimônio e movimentar recursos obtidos de forma ilícita.
Segundo as investigações, há indícios de vínculos entre integrantes da organização e pessoas associadas ao PCC, incluindo investigados pelo assassinato de Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, ocorrido no Aeroporto de Guarulhos em novembro de 2024.
O helicóptero apreendido, um Airbus Helicopters EC 130 T2, é avaliado em aproximadamente R$ 25 milhões e poderá ser utilizado futuramente em ações policiais e missões de transporte de órgãos para transplantes e atendimentos de emergência, conforme pedido formulado pelas autoridades à Justiça.
O rastreamento patrimonial que possibilitou a localização dos bens foi conduzido pelo GAEPP e pelo Núcleo de Inteligência do MPSP, enquanto as ordens judiciais são de autoria da 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital.
Ao todo, a operação mobilizou dois promotores de Justiça e cerca de 20 policiais civis da 3ª Delegacia da Divisão de Investigações Gerais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC).

