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Governo de SP atualiza metodologia para monitorar segurança hídrica da Grande São Paulo

Sistema Cantareira passa a ter acompanhamento individualizado

Foto: Pablo Jacob/Governo de São Paulo

O Governo de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (19) o aperfeiçoamento da metodologia utilizada para monitorar a segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). As mudanças passam a valer oficialmente a partir da próxima segunda-feira (22), com a publicação de uma deliberação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).

A atualização foi desenvolvida em conjunto pela Arsesp e pela SP Águas, dentro do Comitê de Integração das Agências para a Segurança Hídrica, e leva em consideração contribuições da consulta pública realizada anteriormente, além das projeções hidrológicas mais recentes.

O que muda

A nova metodologia traz três principais alterações:

Base histórica ampliada

O monitoramento passará a considerar os últimos 15 anos de dados hidrológicos, incluindo períodos marcados por fenômenos climáticos como El Niño e La Niña.

Acompanhamento do Cantareira

O Sistema Cantareira passa a ter uma curva própria de monitoramento, além da análise integrada com os demais reservatórios do Sistema Integrado Metropolitano (SIM).

Divulgação mensal

A definição da faixa de segurança hídrica passará a ser feita em reuniões mensais do Comitê de Integração das Agências, com publicação de nota técnica no último dia de cada mês.

Estratégia para enfrentar mudanças climáticas

Segundo a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado, Natália Resende, as mudanças fortalecem a capacidade de resposta diante dos desafios climáticos.

“Estamos apresentando uma evolução importante na gestão hídrica, com uma base de dados mais robusta e um olhar especial para o Sistema Cantareira. Esses aprimoramentos ampliam nossa capacidade de prevenção e resposta rápida às mudanças climáticas”, afirmou.

Economia de água

O governo também destacou os resultados obtidos com a Gestão da Demanda Negativa (GDN), medida adotada desde agosto de 2025 para preservar os reservatórios.

De acordo com o Estado, a iniciativa permitiu a economia de mais de 158 bilhões de litros de água, volume equivalente ao consumo mensal de aproximadamente 27,6 milhões de pessoas, número superior à população da Região Metropolitana de São Paulo.

A expectativa é que as novas regras reforcem a gestão preventiva dos recursos hídricos e aumentem a segurança no abastecimento para milhões de moradores da região.

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