O Governo de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (19) o aperfeiçoamento da metodologia utilizada para monitorar a segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). As mudanças passam a valer oficialmente a partir da próxima segunda-feira (22), com a publicação de uma deliberação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).
A atualização foi desenvolvida em conjunto pela Arsesp e pela SP Águas, dentro do Comitê de Integração das Agências para a Segurança Hídrica, e leva em consideração contribuições da consulta pública realizada anteriormente, além das projeções hidrológicas mais recentes.
O que muda
A nova metodologia traz três principais alterações:
Base histórica ampliada
O monitoramento passará a considerar os últimos 15 anos de dados hidrológicos, incluindo períodos marcados por fenômenos climáticos como El Niño e La Niña.
Acompanhamento do Cantareira
O Sistema Cantareira passa a ter uma curva própria de monitoramento, além da análise integrada com os demais reservatórios do Sistema Integrado Metropolitano (SIM).
Divulgação mensal
A definição da faixa de segurança hídrica passará a ser feita em reuniões mensais do Comitê de Integração das Agências, com publicação de nota técnica no último dia de cada mês.
Estratégia para enfrentar mudanças climáticas
Segundo a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado, Natália Resende, as mudanças fortalecem a capacidade de resposta diante dos desafios climáticos.
“Estamos apresentando uma evolução importante na gestão hídrica, com uma base de dados mais robusta e um olhar especial para o Sistema Cantareira. Esses aprimoramentos ampliam nossa capacidade de prevenção e resposta rápida às mudanças climáticas”, afirmou.
Economia de água
O governo também destacou os resultados obtidos com a Gestão da Demanda Negativa (GDN), medida adotada desde agosto de 2025 para preservar os reservatórios.
De acordo com o Estado, a iniciativa permitiu a economia de mais de 158 bilhões de litros de água, volume equivalente ao consumo mensal de aproximadamente 27,6 milhões de pessoas, número superior à população da Região Metropolitana de São Paulo.
A expectativa é que as novas regras reforcem a gestão preventiva dos recursos hídricos e aumentem a segurança no abastecimento para milhões de moradores da região.

