A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo confirmou a morte de um homem por dengue na cidade de Nova Guataporanga, no Oeste do estado, região próxima a Presidente Prudente e na divisa com o Mato Grosso do Sul. Este é o primeiro óbito pela doença registrado em território paulista em 2026.
De acordo com a pasta, os sintomas da vítima tiveram início no dia 3 de janeiro. Apesar disso, o caso foi contabilizado epidemiologicamente em 2025, por se tratar de uma semana iniciada ainda no ano anterior, conforme os critérios técnicos adotados pelas autoridades de saúde.
Em 2025, o estado de São Paulo registrou 881.280 casos confirmados de dengue. No mesmo período, foram contabilizados 1.122 óbitos confirmados, além de 56 mortes ainda em investigação. O número de casos de dengue grave chegou a 1.461.
Os dados reforçam o impacto da doença ao longo do último ano, especialmente em regiões do interior paulista, que concentraram altos índices de transmissão.
Casos e investigações em 2026
Já em 2026, São Paulo soma 971 casos confirmados de dengue e outros 3.389 em investigação. Entre esses registros, há dois óbitos sob apuração. Até o momento, o estado confirmou três casos de dengue grave neste ano.
As regiões de Araçatuba e Presidente Prudente apresentam as maiores taxas de incidência da doença, com 13,58 e 8,57 casos por 100 mil habitantes, respectivamente, concentrando a maior atenção das autoridades sanitárias.
Cenário nacional e período de maior risco
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registra em 2026 um total de 9.667 casos prováveis de dengue, com três óbitos em investigação. Em 2025, o país contabilizou 1.665.793 casos prováveis e 1.780 mortes pela doença.
O histórico recente aponta que o período de maior incidência da dengue no Brasil ocorre entre o início de março, na oitava semana epidemiológica, e o final de maio, na vigésima semana, intervalo considerado crítico para a proliferação do mosquito transmissor.

