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Brasil vence Japão de virada e está nas oitavas de final da Copa do Mundo

FIFA

O sonho do hexa segue vivo para o Brasil na Copa do Mundo de 2026. Ontem, a Seleção Brasileira venceu o Japão por 2 a 1, em Houston, nos Estados Unidos, pelos 16 avos de final.

Com o mesmo time da vitória por 3 a 0 sobre a Escócia, na última quarta-feira, em Miami, o Brasil tomou a iniciativa e praticamente anulou o Japão nos primeiros 15 minutos.

Aos 12, na melhor chance, o atacante Matheus Cunha recebeu do volante Bruno Guimarães na entrada da área, levou para a perna esquerda e chutou rasteiro, no canto. O goleiro Zion Suzuki se esticou todo para defender.

Os Samurais Azuis resistiram à pressão brasileira e conseguiram equilibrar as ações. Adiantando a marcação, os japoneses aproveitaram um erro de passe do lateral Danilo na intermediária e abriram o marcador. Aos 28 minutos, o volante Kaishu Sano tomou a bola, avançou pelo meio, ganhou do volante Casemiro – que já tinha cartão amarelo – e bateu rasteiro, no canto direito do goleiro Alisson.

Sem conseguir se aproximar da área do Japão como no início da partida e com Vinícius Júnior e Rayan bem marcados nas pontas, o Brasil não conseguia encaixar passes que penetrassem a defesa adversária. Ansiosa e previsível, a seleção verde e amarela tentava acelerar o jogo e cometia erros que obrigavam o time a recuar e se ver dominado pelo toque de bola japonês.

O Brasil voltou do intervalo com o atacante Endrick no lugar de Lucas Paquetá. O meia deixou o gramado com dores na coxa esquerda e teve de ser substituído.

O desenho do segundo tempo era claro: Japão recuado e Brasil no ataque, apostando no jogo aéreo. Aos seis minutos, Danilo cruzou pela direita e o volante Bruno Guimarães, de cabeça, obrigou Suzuki a uma bela defesa.

Aos oito, Rayan levantou na área, o lateral Douglas Santos apareceu pela esquerda e ajeitou para Casemiro escorar na frente do gol. O zagueiro Takehiro Tomiyasu salvou em cima da linha.

A insistência deu resultado no minuto seguinte. O zagueiro Gabriel Magalhães recebeu de Vinícius Júnior perto da grande área pela esquerda e cruzou na medida para Casemiro superar o meia Keito Nakamura pelo alto e mandar para as redes de cabeça.

O empate animou o Brasil e assustou os japoneses. Aos 12, Vinícius Júnior fez grande jogada pela esquerda, colocando a bola entre as pernas de Tomiyasu, invadindo a área, deixando Sano para trás com um drible de corpo e chutando de bico, cruzado, acertando a trave.

Com o jogo fluindo pelos lados, Ancelotti colocou Gabriel Martinelli no lugar de Matheus Cunha. Ele e Vinícius Júnior passaram a se revezar pela esquerda, um aberto em campo, próximo à lateral, e o outro por dentro, junto com Endrick.

A intensidade dos primeiros minutos da etapa final caiu, mas o Brasil seguiu ocupando o campo ofensivo. O jogo se tornou um teste de paciência. A seleção verde e amarela tocava a bola, procurando espaços e o melhor momento para tentar um passe em profundidade, um chute ou um bom cruzamento.

O Japão, com postura claramente reativa, estava armado para, no primeiro erro, sair em velocidade no contra-ataque.

O duelo caminhava para a prorrogação e Casemiro tinha acabado de ser substituído com dores (Fabinho entrou) quando brilhou a estrela de Gabriel Martinelli.

Aos 49 minutos, Bruno Guimarães recebeu de Rayan e deixou o atacante frente a frente com Suzuki. O camisa 22 bateu cruzado e a bola ainda encostou na trave esquerda antes de explodir a massa brasileira, maioria dos 68 mil torcedores presentes em Houston.

Nas oitavas de final, o Brasil aguarda o ganhador de Noruega e Costa do Marfim, que se enfrentam hoje às 14h, em Dallas. O duelo será no domingo, às 17h, em Nova Jersey, também nos Estados Unidos.

*** Texto – Agência Brasil

Brasil 2 x 1 Japão
Gols: Sano aos 28 do 1º tempo (JAP); Casemiro aos 9 e Gabriel Martinelli aos 49 do 2º tempo (BRA)
Local – NRG Stadium, em Houston, nos EUA
Árbitro – Maurizio Mariani (ITA)
Público – 68.777
Brasil – Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães (Danilo Santos) e Paquetá (Endrick); Rayan, Matheus Cunha (Gabriel Martinelli) e Vinícius Júnior. Técnico – Carlo Ancelotti.
Japão – Zion Suzuki; Tomiyasu, Taniguchi e Hiroki Ito; Doan (Sugawara), Sano, Junya Ito (Machino), Kamada (Tanaka) e Nakamura (Junnosuke Suzuki); Ueda e Maeda (Ogawa). Técnico – Hajime Moriyasu.
Ocorrências – cartões amarelos para Casemiro e Danilo (BRA); Sano, Kamada e Junnosuke Suzuki (JAP).

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