Ícone do site Rápido no Ar

Após pressão, Toffoli deixa relatoria do caso Banco Master no STF

Foto: Pedro França/Agência Senado

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu para deixar a relatoria do inquérito que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master. A redistribuição do caso caberá ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

A decisão foi tomada após reunião entre os ministros do STF para analisar relatório da Polícia Federal (PF) que apontou menções ao nome de Toffoli em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O conteúdo está sob segredo de Justiça.

Em nota oficial assinada pelos dez ministros, o STF afirmou que não há fundamento jurídico para declarar a suspeição ou o impedimento de Toffoli. O texto também registra apoio ao ministro e reconhece a validade dos atos praticados por ele na condução do processo até o momento.

Segundo a manifestação, Toffoli atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. A saída da relatoria ocorreu por iniciativa do próprio ministro, considerando, segundo a Corte, “altos interesses institucionais”.

Com a decisão, a Presidência do STF ficará responsável pela redistribuição do inquérito a outro integrante do tribunal.

Reunião analisou relatório da PF

A reunião entre os ministros durou cerca de três horas. Durante o encontro, foi apresentado o relatório da Polícia Federal que menciona referências ao nome de Toffoli em mensagens atribuídas a Vorcaro, cujo celular foi apreendido durante operação de busca e apreensão.

Inicialmente, Toffoli manifestou interesse em permanecer na relatoria. Posteriormente, optou por se afastar do caso.

O ministro também divulgou nota confirmando ser sócio do resort Tayayá, no Paraná, e afirmou não ter recebido qualquer valor do banqueiro investigado.

Sair da versão mobile