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América abre vantagem contra o Independente na final da Bezinha

Agência Paulistão

O Independente cometeu um grave erro nesta final da Bezinha contra o América: comemorou demais o acesso para a Série A-4.

Depois de vencer o Flamengo de Guarulhos nos pênaltis, após vitória por 1 a 0 no tempo normal, o elenco galista só voltou a treinar na quarta-feira, perdendo um tempo precioso de preparação.

O resultado foi um atuação abaixo da crítica em São José do Rio Preto. A sorte do Independente é que ainda dá para reverter. Se o América tivesse goleado, o que não teria sido injusto pelo que criou, a situação seria praticamente irreversível. O time de Rio Preto estava focado para essa decisão e fez pouca festa após subir diante do Itaquaquecetuba.

Além da festa exagerada, o caso Lucas Lino também contribuiu para a derrota. O atacante não aceitou o reserva e ficou de fora do jogo. Os atletas sentiram sua ausência, principalmente pela liderança que exerce. Isaac Newtton foi o substituto.

O Independente entrou tão desligado no jogo, que Bruno Calegari, que raramente comete um erro, recebeu o cartão amarelo aos 40 segundos, após ser desarmado quase na entrada da área, sendo obrigado a cometer uma falta.

O time da casa precisou de três minutos para abrir o placar. Escanteio cobrado por Léozinho na direita e gol de cabeça do veterano Édipo: 1 a 0.
O Independente entrou em parafuso. Aos 8, Édipo marcou um golaço, quase de voleio, mas foi anulado por impedimento.

Só que aos 10, Diguinho ganhou no alto de Bruno Calegari e a bola caiu nos pés de Léozinho. O meia mandou um tubaço de pé esquerdo, do meio da rua. A bola ainda pegou na trave antes de entrar: 2 a 0.

A impressão era que o alvinegro fosse sofrer uma goleada histórica, como no jogo de ida da final da Série A-3 de 2014, diante do Novorizontino, no Pradão (4 x 0).

Aos 22, Alex deixou Édipo sozinho na cara do gol. O centroavante perdeu um gol feito, mandando por cima do gol.

A primeira chance galista foi apenas aos 28 minutos, quando Dandan fez um desarme no ataque e finalizou para fora.

O meia Kenzo mantinha as esperanças galistas. Em uma grande atuação, foi o que mais criava. Aos 30, exigiu a primeira boa defesa de Maranhão no jogo, ao tentar colocar em seu canto direito.

Aos 35, por pouco o América não amplia. Diguinho aproveitou o erro do zagueiro Yuri e cruzou na cabeça de Édipo, que perdeu um gol feito.

Empurrado pelos quase cinco mil torcedores, o time de São José do Rio Preto queria liquidar de vez o confronto. Aos 38, Édipo recebeu novo passe de Diguinho, mas desta vez bateu na rede pelo lado de fora.

Aos 46, Léozinho deixou Diguinho em ótimas condições de marcar, mas lá estava o pé salvador de Bruno Calagari para evitar quase em cima da linha, a exemplo do jogo de ida da semifinal contra o Flamengo, em Guarulhos.

Nos acréscimos, o Independente criou duas boas chances de descontar. Aos 48, novamente Kenzo arriscou da entrada da área e Maranhão espalmou. No minuto seguinte, Dandan fez tudo certo na área e na hora de ganhar um 10, chutou por cima do gol. Carlinhos estava sozinho ao seu lado. Seria a melhor opção.

Inteligente como é, Tiago Miguel arrumou o Independente no segundo tempo. Sacou os improvisados Renato Jr e Carlinhos nas alas, colocando Bocão e Jean. O Galo melhorou quando Pedrinho retornou à lateral-esquerda.

Mas é bom frisar que a trave salvou o Independente de sofrer o terceiro aos 7 minutos, novamente em um chute forte da fera Léozinho, candidato a Bola de Ouro da competição.

O artilheiro Hiago Ramiro, que não marca há sete jogos, teve uma única chance em todo jogo. Foi aos 19 minutos, após cruzamento de Bruno Calegari. Quase fez as pazes com a rede. Seria seu 12º gol.

Aos 22, Kenzo tentou seu terceiro chute a gol e pela terceira vez o goleiro Maranhão evitou. O japonês foi o melhor em campo por parte do alvinegro.

Quando o Independente estava muito próximo de descontar, Jean perdeu uma bola no meio de campo e foi obrigado a cometer uma falta dura em Nicolas, impedindo um contra-ataque. Por pouco não houve uma fratura. O árbitro Rinaldo Diego de Oliveira não pensou duas vezes e mostrou o vermelho direto para o galista.

Com 10, a tentativa de reação foi freada. O jeito era se defender para não sofrer o terceiro gol, que praticamente seria fatal no encontro.
O mister ainda trocou sua dupla de ataque, colocando Fábio Souza e Iran nos lugares de Dandan e Isaac Newtton.

Agência Paulistão

Aos 45, o goleiro Jonathan praticou um verdadeiro milagre ao espalmar um chute à queima-roupa de Luisão, após cruzamento rasteiro da direita de Allan.

Fim de jogo e essa foi a quarta derrota do Independente na Bezinha, a terceira fora de casa. Já o América manteve sua invencibilidade no Benedito Teixeira, agora com seis vitórias e três empates.

Os times voltam a se enfrentar no domingo, às 10h, no Pradão. O América poderá perder até por um gol de diferença. O Independente precisará vencer por três gols de diferença para ficar com o título. Se vencer por dois, a decisão será nas penalidades máximas.

América 2 x 0 Independente
Gols – Édipo aos 3 e Léozinho aos 10 minutos do 1º tempo (AM)
Local – Estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto
Árbitro – Rinaldo Diego de Oliveira
Público – 4.464 pagantes
Renda – RS 64.550,00
América – Maranhão; João Ataídes, Pedro Weide, Zé Luís e Biro; Chico (Shinji), Alex, Diguinho (Gabriel Vitor) e Léozinho (Luisão); Édipo (Allan) e Aislan (Nicolas). Técnico – Kinho Forgiarini.
Independente – Jonathan; Jacone (Kayo), Bruno Calegari e Iury; Renato Jr (Bocão), Pedrinho, Kenzo, Hiago Ramiro e Carlinhos (Jean); Dandan (Fábio Souza) e Isaac Newtton (Iran). Técnico – Tiago Miguel.
Ocorrências – cartão vermelho para Jean (IN) e amarelos para Renato Jr e Bruno Calegari (IN); Chico e Gabriel Vitor (AM).

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