O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por meio da Diretoria de Saúde da Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP), participa da campanha Fevereiro Roxo e Laranja, voltada à conscientização sobre o diagnóstico precoce, sintomas e tratamentos do lúpus, Alzheimer, fibromialgia – representados pela cor roxo – e da leucemia, simbolizada pelo laranja.
A ação também destaca a importância da doação de medula óssea, fundamental para ampliar as chances de tratamento e cura a pacientes com leucemia.
Leucemia
É uma doença maligna dos glóbulos brancos, caracterizada pelo acúmulo de células doentes na medula óssea. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima a ocorrência de 11.540 novos casos entre 2023 e 2025, número superior ao projetado em estimativas anteriores.
Entre os sintomas estão anemia, palidez, sonolência, fadiga, palpitação, manchas roxas ou pontos vermelhos na pele, além de gânglios linfáticos inchados, perda de peso, febre e dores nas articulações e ossos. O tratamento varia conforme o tipo da doença e o perfil do paciente, podendo incluir o transplante de medula óssea nos casos mais graves.
A doação de medula representa uma possibilidade de cura para muitos pacientes. A compatibilidade entre doador e receptor é de 1 a cada 100 mil, o que reforça a importância de manter um número elevado de voluntários cadastrados.
Para se cadastrar como doador, é preciso ter entre 18 e 35 anos, estar em boas condições de saúde e não apresentar doenças infecciosas, hematológicas ou do sistema imunológico.
O cadastro é feito em hemocentros autorizados, com o preenchimento de ficha cadastral e a coleta de amostra de sangue para exames de compatibilidade genética. O voluntário passa a fazer parte do registro nacional, permanecendo no sistema até os 60 anos de idade.
Lúpus, Alzheimer e fibromialgia
As três são doenças crônicas que exigem diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo para a melhora da qualidade de vida dos pacientes.
O lúpus é uma enfermidade inflamatória autoimune que faz com que o corpo produza anticorpos em excesso, que passam a atacar o próprio organismo, causando inflamações nos rins, pulmões, pele e articulações. Entre os principais sintomas estão lesões na pele, manchas vermelhas no nariz e bochechas, inchaço nas mãos, febre e perda de apetite.
O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue e urina. Segundo o Ministério da Saúde, a forma mais grave e mais comum é o lúpus sistêmico, responsável por 70% dos casos e mais frequente em mulheres em idade fértil.
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que provoca o declínio das funções cognitivas e tem como principal sintoma a perda de memória, interferindo também o comportamento e a personalidade. Não tem causa definida, mas é associada a fatores como idade e histórico familiar. Dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) apontam que a doença atinge 6% das pessoas com mais de 60 anos no país.
O tratamento pode atenuar os sintomas por meio de medicamentos, e estudos indicam que a prática de atividades que envolvam raciocínio, como leitura e jogos de memória, pode retardar a progressão.
Já a fibromialgia ataca as articulações, causando dores no corpo, principalmente nos músculos e tendões, além de cansaço, ansiedade, alterações no sono e depressão. Embora o motivo ainda seja desconhecido, pode aparecer depois de eventos graves, como traumas físicos, psicológicos ou infecções.
A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) calcula que a síndrome afeta cerca de 3% da população, sendo mais frequente em mulheres. O tratamento é multidisciplinar e envolve medicamentos, atividades físicas, massagens e acompanhamento psicológico.

