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Santa Casa de Limeira registra duas captações de órgãos em 2026 e incentiva diálogo em família

Foto: Divulgação / Santa Casa de Limeira

A Santa Casa de Limeira realizou duas captações de órgãos em 2026, segundo balanço divulgado pela instituição para o Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado neste domingo (27). A data chama atenção para uma conversa que pode ajudar famílias em um momento delicado: saber se um ente querido deseja ser doador.

De acordo com o hospital, a média histórica é de aproximadamente oito captações por ano. O balanço deste ano ainda é parcial.

A instituição reforça que, no Brasil, a doação de órgãos após a morte depende da autorização familiar. Por isso, comunicar essa vontade em vida permite que os familiares a conheçam quando precisarem tomar a decisão.

Conversa antecipada ajuda na decisão

Para Jaqueline Bento, enfermeira responsável pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), ampliar o diálogo sobre o tema contribui para esclarecer dúvidas e tornar a decisão mais consciente.

“Quanto mais falamos sobre doação de órgãos com nossos familiares e amigos, maior é o conhecimento sobre o processo e a possibilidade de uma decisão consciente”, afirma.

Além de orientar sobre os procedimentos, a equipe do hospital presta acolhimento aos familiares durante o processo.

Como funciona a captação no hospital

Segundo a Santa Casa, nos casos de possível doação após morte encefálica, o diagnóstico é confirmado por meio de um protocolo com avaliações clínicas e exames. Somente depois dessa confirmação a família é consultada sobre a autorização para doar.

Com o consentimento, são avaliadas as condições clínicas do possível doador para identificar quais órgãos podem ser destinados a transplantes.

O hospital mantém contato com a Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Hospital das Clínicas da Unicamp. Conforme a instituição, equipes especializadas da universidade realizam os procedimentos de captação e transporte, após o acionamento dos serviços responsáveis pela destinação dos órgãos.

Se a família não autorizar, o processo de doação é encerrado.

Trabalho envolve diferentes equipes

A Santa Casa é habilitada para a captação de órgãos. O trabalho é organizado pela CIHDOTT, sob coordenação do neurocirurgião Marcelo Senna, e envolve profissionais de diferentes setores.

A instituição também realiza ações de conscientização e avaliações periódicas dos procedimentos. Para a campanha deste ano, a principal orientação é conversar com a família e deixar claro o desejo de ser doador.

 

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