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Reeducandas e servidoras de penitenciária de Votorantim são homenageadas no Dia das Mães

Foto: Divulgação/Polícia Penal

No Dia das Mães, muitas famílias se reúnem para celebrar a data com abraços e encontros. É também nesta data que mulheres privadas de liberdade enfrentam uma realidade diferente, marcada pela distância dos filhos e pela rotina dentro das unidades prisionais. Entre grades, horários restritos e visitas controladas, a maternidade passa a ser vivida com saudade e contato limitado.

Para muitas detentas, a data é marcada pela espera de uma visita, por lembranças da convivência fora da prisão e pelo desafio de manter os laços familiares mesmo durante o cumprimento da pena. Em Votorantim, município do interior de São Paulo, 832 reeducandas puderam aproveitar a data de um jeito diferente.

A Polícia Penal do Estado preparou uma programação que contou com a participação de diversas instituições para as detentas da Penitenciária Feminina de Votorantim, município do interior de São Paulo.

Uma iniciativa da Igreja Universal nos Presídios (UNP) promoveu, para as reeducandas da Ala de Amamentação, uma “sessão de beleza”, com produção de fotos das mamães, bebês e gestantes. As fotos serão entregues aos visitantes no fim da próxima semana.

As servidoras da penitenciária também foram homenageadas, com almoço especial oferecido às funcionárias de plantão no domingo (10).

Em todo o estado
Em todo o estado, o programa Conexão Familiar permite que detentas mantenham contato com parentes que moram longe através de visitas virtuais. A ação, que já realizou mais de 5 mil visitas em presídios femininos no último ano, acontece em salas reservadas e com acompanhamento de policiais penais.

A iniciativa recebeu o Prêmio Innovare, um dos mais importantes do sistema de Justiça brasileiro. Para a coordenadora de Reintegração Social, Carolina Passos Branquinho Maracajá, o prêmio valoriza as ações que vão além da segurança.

“A conexão familiar é um dos pilares essenciais para a reintegração social do indivíduo”, afirma. Todo o contato é feito em sala reservada e tem acompanhamento de policiais penais. Os estabelecimentos penais femininos possuem alas materno-infantis equipadas para o atendimento adequado de mães e gestantes privadas de liberdade, com espaço para amamentação e atividades com os bebês. Há poltronas diferenciadas, brinquedos para os pequenos e decoração”, de acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP).

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