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Receita Federal nega novamente taxação do Pix e reforça alerta contra golpes

Aplicativo bancário com operação via Pix em smartphone. Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

A Receita Federal voltou a desmentir boatos que circulam nas redes sociais sobre uma suposta taxação ou monitoramento do Pix para cobrança de impostos. Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (14), o órgão afirmou que as informações são falsas e alertou para o uso dessas notícias como isca para golpes financeiros.

Pix não é tributado, reforça Receita Federal

Segundo o Fisco, não existe qualquer imposto incidente sobre transferências via Pix. O sistema é apenas um meio de pagamento, assim como dinheiro em espécie, cartão ou transferência bancária, e não gera tributação por si só. A Receita destaca ainda que a Constituição Federal proíbe a cobrança de tributos com base apenas na movimentação financeira.

Mensagens que falam em “taxa do Pix” ou “imposto sobre transferências” são classificadas pelo órgão como fake news. A Receita esclarece que não há fiscalização das transações individuais com esse objetivo.

O que diz a instrução normativa citada nos boatos

Os conteúdos falsos voltaram a ganhar força após a circulação de vídeos do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que citam a Instrução Normativa nº 2.278, de agosto de 2024. De acordo com a Receita, a norma não autoriza o rastreamento de transações nem o acesso a valores, origem ou natureza dos gastos dos cidadãos.

A instrução apenas estende às fintechs e instituições de pagamento as mesmas obrigações de transparência que os bancos tradicionais já cumprem desde 2015, dentro das regras de combate à lavagem de dinheiro e à ocultação de patrimônio.

Fake news, crime organizado e riscos à população

A Receita Federal afirma que a disseminação desses boatos tem como objetivo gerar pânico financeiro, enfraquecer a confiança no Pix e favorecer interesses do crime organizado, além de pessoas que lucram com monetização e engajamento de notícias falsas.

O órgão alerta que esse ambiente de desinformação facilita a aplicação de golpes. Criminosos utilizam mensagens alarmistas para coagir vítimas, pedir pagamentos indevidos ou obter dados pessoais, especialmente por WhatsApp e redes sociais.

Mudanças no Imposto de Renda não têm relação com o Pix

No mesmo comunicado, a Receita esclareceu informações verdadeiras que vêm sendo distorcidas. Desde janeiro, quem recebe até R$ 5 mil por mês está isento do Imposto de Renda. Para rendas de até R$ 7.350, há desconto no valor devido. Essas medidas, segundo o Fisco, não têm qualquer ligação com Pix ou criação de novos tributos.

Como se proteger de golpes envolvendo o Pix

A orientação da Receita Federal é desconfiar de mensagens alarmistas, evitar o compartilhamento de conteúdos sem fonte confiável e buscar informações em canais oficiais do governo ou na imprensa profissional. Mensagens que pedem pagamentos, dados pessoais ou “regularizações” relacionadas ao Pix devem ser tratadas como tentativas de golpe.

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