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Programa de combate à violência contra a mulher capacita profissionais de saúde em Campinas

Foto: Fernanda Sunega

A Prefeitura de Campinas (SP), por meio das secretarias de Políticas para as Mulheres e de Saúde, apresentou na manhã desta quarta-feira (26), o Programa Rede Atenta. A iniciativa faz parte do pacote de ações anunciado pela Prefeitura, em janeiro, e tem como objetivo combater a violência contra a mulher por meio do treinamento das equipes dos serviços de saúde.

O evento contou com a presença de servidores da saúde que receberam uma primeira palestra com as equipes do Rede Atenta das duas secretarias.

Como será a capacitação

O conteúdo educativo será ministrado por profissionais das duas secretarias e será disponibilizado exclusivamente para servidores da saúde na plataforma Deps (Departamento de Ensino, Pesquisa e Saúde Digital). As inscrições começam no dia 23 de setembro.

Foto: Fernanda Sunega

O prefeito Dário Saadi destacou a importância da capacitação dos profissionais da rede municipal de atendimento para a identificação precoce de sinais de violência contra a mulher. Segundo ele, a iniciativa amplia as possibilidades de intervenção ainda no início das agressões, facilitando o acesso dessas mulheres aos serviços de proteção e apoio.

“A partir da identificação dessa agressão, os profissionais podem adotar as medidas cabíveis, como orientar e encaminhar a mulher agredida para registrar boletim de ocorrência e para a rede de proteção oferecida pelo município. A orientação, a partir dos sinais sutis que a mulher pode apresentar, pode ajudá-la a pedir ajuda ainda no início, evitando que a situação evolua para consequências mais graves, tendo como extremo o feminicídio”, afirmou o prefeito.

A secretária de Políticas para as Mulheres, Alessandra Herrmann, falou sobre a importância da iniciativa para a identificação precoce de situações de violência.

“A iniciativa foi proposta a partir da identificação, pelas duas secretarias, da necessidade de capacitar os profissionais da saúde para reconhecer sinais de violência antes que a situação evolua para a agressão física. Esse é o momento de maior gravidade, que pode culminar no feminicídio”, afirmou Alessandra Herrmann.

Já o secretário de Saúde, Lair Zambon, salientou que o processo de capacitação deve atingir toda a cadeia de atendimento à saúde para que a mulher em situação de violência possa ser identificada e orientada em todo o sistema de saúde municipal.

“Esse processo de capacitação que estamos fazendo juntos com as forças de segurança, o judiciário, a Secretaria de Políticas para as Mulheres, têm a função fundamental de instruir profissionais de saúde que vão passar esse aprendizado à frente e assim, todos estaremos atentos para os sinais sutis da violência doméstica”, afirmou o secretário.

Objetivos do curso

Sensibilizar gestores e profissionais da saúde sobre a violência;

doméstica de gênero enquanto questão de saúde pública;

Identificar as principais necessidades e demandas e dificuldades dos profissionais da atenção básica sobre o tema;

Capacitar os profissionais de saúde para reconhecer os primeiros sinais de violência contra mulheres nos territórios;

Orientar sobre as estratégias de abordagem, escuta e acolhimento;

Fortalecer os fluxos de encaminhamento para a rede de proteção e articulação intersetorial;

Avaliar os impactos iniciais da capacitação nas unidades de saúde;

Elaborar um protocolo de orientação para atendimentos às mulheres em situação de violência, nas unidades de saúde.

Protocolo de Saúde

Ao final do treinamento, o objetivo das secretarias é criar um protocolo de saúde contra a violência doméstica com uma equipe referenciada no assunto, além de criar mecanismos para proteger servidores envolvidos.

Além das autoridades citadas, a mesa de abertura também foi composta por Maria de Lourdes Soares, Comandante da Guarda Municipal de Campinas e por Ana Carolina Bacchi, delegada da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher de Campinas.

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