A Rede Mário Gatti iniciou nesta semana, em Campinas (SP), um treinamento com médicos, enfermeiros e estudantes de medicina e enfermagem para aprimorar o atendimento de urgências e emergências respiratórias com o uso da máscara laríngea.
O objetivo da atividade prática, oferecida pelo Núcleo de Ensino e Pesquisas (NEP), é capacitar os profissionais para a seleção adequada, a inserção correta e o manejo seguro do equipamento. As atividades tiveram início na segunda-feira, 6 de julho, e seguem até 21 de julho.
Em uma parada cardiorrespiratória, cada segundo faz diferença para aumentar as chances de sobrevivência do paciente. Nesse cenário, a máscara laríngea tem se consolidado como uma importante ferramenta para garantir rapidamente a permeabilidade das vias aéreas até que o paciente possa receber um tratamento definitivo.
Segundo o enfermeiro José Luiz Santana de Queiroz, instrutor do NEP, a máscara laríngea faz parte dos chamados dispositivos de via aérea avançada, indicados quando o paciente perde a capacidade de manter a respiração de forma adequada.
“Quando um paciente está em parada cardiorrespiratória ou está inconsciente, esse rebaixamento do nível de consciência oferece para ele um risco de manter a via aérea patente, manter a via aérea funcionando adequadamente”, explica.
Nessas situações, é necessário estabelecer rapidamente uma via aérea segura para garantir a oxigenação do organismo.
Diferença para o tubo orotraqueal
Tradicionalmente, esse procedimento é realizado por meio do tubo orotraqueal, conhecido popularmente como intubação. No entanto, esse método exige equipamentos específicos e treinamento técnico.
“O tubo é um procedimento exclusivamente médico e precisa de uma certa habilidade e de alguns equipamentos auxiliares, por exemplo, um laringoscópio”, aponta Queiroz.
Inserção rápida
A máscara laríngea surge como uma alternativa para os primeiros momentos da emergência. O dispositivo dispensa o uso de laringoscópio, tem inserção mais simples e pode ser utilizado tanto por médicos quanto por enfermeiros de nível superior.
Além de ampliar o número de profissionais aptos a realizar o procedimento, o dispositivo reduz significativamente o tempo necessário para garantir a ventilação do paciente.
Segundo o especialista, essa rapidez é essencial durante a reanimação cardiopulmonar.
“Eu faço um tempo médio de passagem de máscara laríngea de 3 a 4 segundos. Mas passar um tubo nesse tempo é mais difícil, então, a máscara laríngea é muito útil em situações de emergência”, detalha.
Apesar das vantagens, a máscara laríngea não substitui a intubação definitiva. Seu principal papel é garantir rapidamente a ventilação do paciente até que haja condições para a realização do procedimento mais adequado.

