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Prefeitura e Sindicato fecham acordo e encerram campanha salarial dos servidores em Campinas

Foto: Rogério Capela/PMC

A Prefeitura de Campinas e o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal chegaram a um acordo nesta quinta-feira (11) e encerraram a campanha salarial de 2026. Entre os principais pontos definidos estão o reajuste de 4,39% nos salários dos servidores ativos, aposentados e pensionistas, além do aumento de 7,5% no vale-alimentação dos trabalhadores da ativa.

O entendimento também prevê avanços no Plano de Cargos, Carreiras e Benefícios, com mudanças que devem beneficiar diferentes categorias do funcionalismo municipal.

Segundo a administração municipal, o vale-alimentação passará a ser de R$ 2.150,12. Já o auxílio-funeral terá aumento de R$ 4 mil para R$ 6 mil.

O vice-prefeito Wanderley de Almeida destacou que o acordo foi construído dentro das condições financeiras do município.

“Hoje conseguimos avançar em pontos que trazem ganhos reais para os servidores e que também significam avanços na carreira desses profissionais”, afirmou.

A Prefeitura informou que encaminhará à Câmara Municipal o projeto de lei com as medidas acordadas.

Além das questões salariais, o acordo prevê cinco mudanças no Plano de Cargos, Carreiras e Benefícios. Entre elas está a alteração do fator divisor para servidores que recebem hora-escala, hora extra, adicional noturno, sobreaviso e plantão suplementar. Para quem cumpre jornada semanal de 36 horas, o cálculo passará a considerar 180 horas mensais, em vez das atuais 216.

Também foi apresentada a criação de um plano de carreira para os agentes comunitários de saúde, que passarão a ter remuneração baseada nos valores pagos ao Grupo B-1, além de mecanismos de avaliação de desempenho e progressão funcional.

Outro ponto contempla profissionais com jornadas regulamentadas, como telefonistas, digitadores, atendentes do 156, ascensoristas, intérpretes de Libras, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e especialistas em comunicação social, que deixarão de ter os salários proporcionalizados.

O acordo ainda prevê alterações nas regras de acúmulo de cargos públicos e uma evolução horizontal de alinhamento para servidores efetivos estáveis entre 2026 e 2027.

As partes também continuarão discutindo pautas específicas das categorias em reuniões futuras entre representantes sindicais e secretarias municipais.

Em relação ao vale nutricional dos aposentados e pensionistas e à 13ª parcela do vale-alimentação, a Prefeitura informou que protocolou recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender os efeitos de uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que determinou a interrupção dos pagamentos. Caso não haja decisão favorável até o fechamento da folha de junho, os benefícios não poderão ser pagos no próximo dia 30.

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