A Prefeitura de Campinas (SP) irá plantar 8.900 mudas de árvores nativas, da região, como compensação após fazer a supressão de árvores do terreno onde será construído o Hospital Metropolitano. A futura unidade hospitalar será de média e alta complexidade e vai oferecer 400 leitos.
As 8.900 árvores serão plantadas ao longo da bacia hidrográfica do córrego do Piçarrão. O espaço compreende as avenidas Prefeito Faria Lima e Prefeito Magalhães Teixeira. A previsão é de que esse trabalho comece na primeira semana de outubro.
O manejo acontece após licenciamento ambiental concedido pela Secretaria Municipal do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade. Do total de 508 árvores que deverão ser retiradas para as obras, 273 são de espécies exóticas, ou seja, não são nativas da região; 185 são nativas, 46 são consideradas invasoras e 4 estão mortas.
As árvores também foram catalogadas por tamanho, sendo 52 de pequeno porte, 388 de médio porte e 68 de grande porte.
Segurança e planejamento
O secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, explica que a ação é necessária para garantir o nivelamento do solo. “Essa ação é importante para adaptarmos o terreno que vai receber a base da futura unidade hospitalar. O número de árvores para compensação representa quase 17 vezes mais do que a quantidade extraída.”
O material restante da ação, como galhos, folhas e madeira, será levado para a Usina Verde de Compostagem, espaço onde será processado e encaminhado para ser reutilizado na manutenção da cidade. Uma das possibilidades de utilização, por exemplo, é como adubo, utilizado em praças e em plantas ornamentais em bosques e parques.
Hospital trará alívio ao SUS
O valor do investimento na construção do Hospital Metropolitano é estimado em R$ 553 milhões e o prazo de execução das obras é de 36 meses. A construção vai ocorrer em terreno doado pela Prefeitura e atende a uma demanda prioritária da região, que é a ampliação da estrutura de vagas para pacientes do SUS regional.

