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Prefeitura de Campinas planta 1.000 mudas para ampliar a arborização em escolas municipais

Foto: Carlos Bassan

A Prefeitura de Campinas (SP) iniciou, nesta quinta-feira (17), o plantio de 1.000 mudas de plantas nativas da Mata Atlântica, e espécies frutíferas, para ampliar a arborização e melhorar o conforto térmico em 42 escolas municipais.

O trabalho começou pelo Centro de Educação Infantil (CEI) Irmã Joana Kallajian, na Vila Padre Anchieta, e faz parte de um pacote de ações lançado pela Administração para reduzir impactos das mudanças climáticas, como os provocados pelas ondas de calor. A unidade tem 255 alunos de 0 a 5 anos matriculados.

Até novembro serão contemplados 39 centros de educação infantil (CEIs) e três unidades de ensino fundamental (Emefs), com áreas que estão sem árvores ou que reúnem poucas plantas. O número de mudas previsto em cada unidade varia conforme o espaço disponível.

Entre as espécies previstas estão ipê-amarelo, jacarandá-mimoso, araçá-amarelo, araçá-vermelho, pitanga e grumixama (conhecida como cereja-brasileira).

“Além de trabalhar na na redução dos efeitos das mudanças climáticas, a gente também traz essa cultura de preservar o meio ambiente para os alunos das nossas escolas. Mostrar a importância do plantio de árvores”, ressaltou o prefeito de Campinas, Dário Saadi”, que participou da ação no CE IIrmã Joana Kallajian. A unidade receberá 19 mudas.

Benefícios

As escolas do projeto também têm potencial para ampliar o paisagismo. Com isso, elas podem enriquecer as áreas verdes com mudas ornamentais ou plantios em vasos.

“Campinas está atenta às mudanças climáticas, desenvolvendo ações em diversas áreas, e esse plantio de 1 mil mudas nas escolas, reforça a educação ambiental ao integrar conhecimentos e soluções baseadas na natureza”, avaliou a secretária de Educação de Campinas, Patrícia Adolf Lutz.

A lista de escolas foi mapeada pelo Programa de Educação Ambiental da rede municipal (ProgEA), a partir de visitas e análises das unidades, além de diálogos com as equipes. O processo também contou com a participação dos núcleos regionais da Educação (Naeds).

Além da melhoria do conforto térmico, por meio do sombreamento, que favorece a ventilação natural e reduz a temperatura dos ambientes externos, a iniciativa amplia a biodiversidade nos espaços, aumenta a infiltração da água no solo e contribui para a regulação do microclima. A medida também valoriza o protagonismo das comunidades.

“Isso fortalece o sentimento de pertencimento às escolas, tanto para alunos, pais ou responsáveis, professores e demais profissionais de educação”, afirmou Patrícia.

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