A Polícia Civil prendeu em flagrante dois homens suspeitos de comandar um esquema de sorteio clandestino que comercializava cartelas em Piracicaba, Limeira e cidades da região. A operação foi realizada na manhã deste domingo (5), durante a transmissão ao vivo do sorteio pela internet. Cerca de R$ 610 mil em dinheiro foram apreendidos, além de veículos de luxo e equipamentos eletrônicos.
A ação foi realizada por equipes do Setor de Combate aos Crimes contra o Patrimônio e Lavagem de Dinheiro (SECCOLD), do Deic/Deinter-9.
Segundo a investigação, os suspeitos promoviam o sorteio denominado “Vida Sorte”, apresentado ao público como um certificado premiável vendido por R$ 10. As cartelas eram comercializadas por revendedores e também por aplicativos de mensagens.
No momento da operação, os policiais flagraram os investigados realizando o sorteio ao vivo em um imóvel localizado no bairro Vila Monteiro, em Piracicaba.

Investigação aponta uso de autorização falsa
De acordo com a Polícia Civil, o grupo utilizava indevidamente um certificado de autorização pertencente a uma entidade filantrópica do Pará para dar aparência de legalidade à atividade.
As investigações apontam que a empresa responsável pelo sorteio não possuía autorização dos órgãos federais para realizar esse tipo de promoção.
Ainda conforme a polícia, a projeção era de vender até 100 mil cartelas, o que poderia gerar uma arrecadação de aproximadamente R$ 1 milhão. A premiação anunciada totalizava R$ 115 mil.
Durante o cumprimento de mandados em quatro endereços nas cidades de Piracicaba e Limeira, os policiais apreenderam:
- R$ 610 mil em dinheiro;
- três veículos de luxo (Honda Civic, BMW 320i e Toyota Hilux);
- computadores, notebooks, tablets e celulares;
- urna utilizada nos sorteios;
- máquina de contar dinheiro;
- documentos, planilhas financeiras e material de divulgação.
Segundo a Polícia Civil, o dinheiro e os demais materiais serão analisados durante o andamento das investigações.
Os dois investigados foram autuados por exploração de jogo ilegal, estelionato, uso de documento falso e lavagem de dinheiro.
A Polícia Civil também solicitou à Justiça o bloqueio das contas bancárias dos investigados e das empresas envolvidas, além do congelamento de valores movimentados por meio da plataforma de pagamentos utilizada pelo grupo.
O inquérito continua para identificar outros possíveis participantes do esquema e apurar o total de recursos movimentados.
