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Operação Fictus cumpre mandados em Limeira contra grupo suspeito de fraudes bancárias com registros falsos de roubos

Foto: Veloz / Rápido no Ar

Uma megaoperação integrada, que tem como alvos integrantes de uma associação criminosa especializada em fraudes bancárias, que atuavam mediante o registro de ocorrências policiais falsas, especialmente de roubos que, na realidade, não ocorreram, está sendo realizada desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (16), em Limeira e região.

A operação, intitulada de “Fictus”, reúne mais de 80 policiais civis e militares, subordinados ao Deinter-9 e CPI-9, respectivamente, os quais contam com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), também de Piracicaba.

Até o término, deverão ser cumpridos 40 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Juízo das Garantias de Piracicaba. Em Limeira, até o momento, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, por policiais civis e por equipes do 10º BAEP (Batalhão de Ações Especiais de Polícia).

Às 5h55, as equipes foram a um imóvel da Rua 22 de Julho, no bairro Cidade Jardim, onde deram cumprimento a um dos mandados judiciais. No local, os policiais tentaram contato com o morador, mas, diante da ausência de resposta, foi necessária a utilização de técnicas para acesso ao imóvel. Em seguida, um jovem de 19 anos foi abordado.

Durante as buscas na residência, acompanhadas por uma testemunha, nada de ilícito foi localizado. Ainda assim, um aparelho celular iPhone 12 Pro Max foi apreendido para análise. O jovem foi conduzido à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Limeira, onde prestou esclarecimentos e, posteriormente, foi liberado.

Segundo as investigações, o grupo criminoso utilizava registros falsos de ocorrências policiais para simular roubos inexistentes. Após comunicar os crimes fictícios, os investigados acionavam instituições bancárias para contestar transferências realizadas via PIX, com o objetivo de obter o estorno indevido dos valores.

Além do prejuízo financeiro às instituições, a prática também impactava diretamente os índices de criminalidade, inflando de forma artificial os dados de roubos na região. Isso comprometia o planejamento operacional da Polícia Militar, que passava a direcionar o policiamento para locais onde, na prática, os crimes não haviam ocorrido.

As investigações seguem em andamento e apuram, entre outros crimes, falsa comunicação de crime e estelionato. As forças de segurança destacaram a importância da integração entre os órgãos no combate ao crime organizado e reforçaram que o registro de ocorrências falsas é crime, além de prejudicar diretamente a eficiência dos serviços de segurança pública.

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