O MPSP (Ministério Público de São Paulo), por intermédio do Grupo de Atuação de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (GAEPP), e a Polícia Civil deflagraram, nesta terça-feira (24), a Operação Fim da Fábula, que mira uma organização criminosa dedicada a fraudes eletrônicas e crimes de estelionato por meio digital.
As diligências não foram feitas somente no Estado de São Paulo, mas também em Minas Gerais e no Distrito Federal. A pedido do GAEPP, a Justiça bloqueou bens e valores na ordem de até R$ 100 milhões em cada um das 86 contas bancárias identificadas como sendo dos investigados.
A operação tem entre seus objetivos cumprir 120 mandados de busca e apreensão e mais 53 de prisão temporária. Cumprindo sua missão de rastrear bens e promover sua efetiva apreensão para posterior confisco em favor das vítimas e do Estado, o GAEPP identificou ao menos 36 imóveis ligados aos alvos, sendo alguns registrados em nome de laranjas e empresas de fachada.
Foram localizados também centenas de veículos automotores e embarcações. A Fim da Fábula ocorre no âmbito de inquérito policial que investiga ainda crimes de lavagem de capitais.
São investigados delitos como os golpes do INSS, do falso advogado e da mão fantasma (quando criminosos assumem o controle remoto do celular da vítima). Bets e fintechs são utilizados nas fraudes, com a clonagem de chaves Pix das vítimas.
Cerca de 400 policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), além de promotores de Justiça do GAEPP, participam da operação, realizada no âmbito da Divisão de Investigação sobre Crimes contra o Patrimônio, ligada à 6ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Facções Criminosas e Lavagem de Dinheiro.

