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O erro que derrubou traficantes: vídeos publicados no Youtube levam a Polícia Civil até esquema de drogas em Piracicaba

Foto: Polícia Civil

A internet, que servia como vitrine para o tráfico de drogas, acabou se transformando na principal prova utilizada pela Polícia Civil para desmantelar um esquema criminoso em Piracicaba (SP). Vídeos publicados em um canal no YouTube levaram investigadores da 2ª DISE/DEIC a identificar adolescentes envolvidos na comercialização de entorpecentes e o homem apontado como responsável por coordenar a atividade ilegal.

Segundo a investigação, as gravações mostravam integrantes do grupo exibindo grandes quantias de dinheiro, oferecendo drogas e até alertando comparsas sobre a presença de viaturas policiais na região conhecida como “Trio”, um entroncamento entre os bairros Bosque dos Lenheiros, Mário Dedini e Jardim Gilda.

Em um dos vídeos, um dos envolvidos aparece segurando um maço de dinheiro e afirma que “o trio estava suave”, indicando quem estaria de “serviço” naquele dia. Em outra gravação, um adolescente exibe uma sacola com drogas enquanto outro abre diversas notas de dinheiro em forma de leque. Há ainda um terceiro vídeo em que um dos menores alerta os demais sobre a passagem de uma viatura nas proximidades.

As imagens chamaram a atenção dos investigadores e foram fundamentais para o avanço das apurações. No decorrer da investigação, a Polícia Civil identificou sete adolescentes envolvidos no esquema e o homem de 22 anos apontado como responsável por recrutar os menores, abastecê-los com entorpecentes e recolher o dinheiro obtido com as vendas.

Cinco adolescentes já haviam sido apreendidos em ocorrências anteriores e encaminhados à Fundação Casa. Nesta quarta-feira (24), durante nova operação com apoio de investigadores do Grupo de Operações Especiais (GOE/DEIC) e da ROMU, os outros dois adolescentes foram localizados e apreendidos. O homem investigado também foi preso.

Durante a ação, os policiais apreenderam 1.699 porções de cocaína, 524 porções de crack, 247 porções de maconha, R$ 2.839 em dinheiro e dois aparelhos celulares.

O caso foi registrado na sede da DEIC de Piracicaba e segue sob investigação.

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