Uma mulher foi encontrada chorando e nervosa após relatar ter sido agredida pelo companheiro durante a madrugada desta quarta-feira (9), em Limeira (SP). Segundo a Polícia, ela estava acompanhada de uma criança quando pediu ajuda.
De acordo com o boletim de ocorrência, guardas civis municipais foram acionados por um vigilante de rua, que encontrou a mulher e a criança e informou à equipe sobre o relato de agressões. Os agentes foram até o local e conversaram com a vítima, que atribuiu as agressões ao companheiro.
Ainda segundo o registro, a mulher relatou que o homem teria tentado obter o cartão de benefício destinado aos filhos, supostamente para utilizá-lo com drogas. Ela também afirmou que ele havia levado seu celular e o cartão. Essas informações foram repassadas aos guardas pela vítima e não foram presenciadas pelos agentes.
A mulher também relatou uma situação envolvendo o filho de dois anos. Conforme o depoimento registrado no BO, o homem teria retirado a criança de uma cama e a colocado em outra, fazendo com que ela chorasse e gritasse. A criança, segundo o documento, possui condições de saúde que exigem cuidados e já passou por intervenções cirúrgicas.
O homem não estava no local quando os guardas chegaram. Após ser localizado por telefone e chamado para comparecer, ele retornou alguns minutos depois levando o celular da mulher. Durante a abordagem, o cartão de benefício não foi encontrado. Ele negou as agressões e afirmou que havia recolhido o aparelho após ele ter sido deixado pela companheira.
A vítima foi encaminhada à Santa Casa de Limeira, onde recebeu atendimento médico. A ficha registrou edema na região do rosto, escoriações, marcas nos dois punhos e dor cervical. Ela recebeu alta posteriormente. A criança também permaneceu sob cuidados hospitalares para realização de exames.
Em depoimento, o homem negou ter agredido a companheira ou os filhos. Ele também afirmou que consumia bebidas alcoólicas, mas negou o uso de drogas.
A ocorrência foi registrada como lesão corporal contra mulher em contexto de violência doméstica e familiar. A vítima manifestou interesse em medidas protetivas de urgência, e a autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

