O MPSP (Ministério Público de São Paulo) e a Uber formalizaram, nesta quarta-feira (27), um Termo de Cooperação que vai transformar o atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade, por conta dos episódios de violência doméstica e de gênero.
A partir de agora, a plataforma disponibilizará carros de aplicativo por meio de vouchers para transportar as vítimas no percurso da chamada “rota crítica” (da Delegacia de Defesa da Mulher para o hospital, por exemplo). “É nesse momento que muitas acabam desistindo”, assinalou o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, referindo-se às dificuldades de deslocamento que se apresentam para as mulheres que decidem romper o círculo de violência.
“A parceria de hoje transforma a sociedade em aliada. Trata-se de uma colaboração concreta: oferecer à mulher a chance de um novo recomeço”, acrescentou o PGJ.
“A violência contra a mulher continua sendo uma realidade. Mobilidade também pode ser uma ferramenta de proteção”, observou a gerente de Políticas Públicas da Uber, Analu Cordeiro.
Os procuradores Arthur Lemos Junior (Subprocuradoria-Geral de Justiça de Relações Institucionais), Luciana Bergamo (secretária do Conselho Superior), Ivan Agostinho (Subprocuradoria-Geral de Justiça Criminal) e Tiago Zarif (ouvidor do MPSP) fizeram questão de prestigiar a solenidade, que contou também com a presença dos promotores Vanessa Therezinha (Núcleo de Gênero do Centro de Apoio Operacional Criminal/CAOCrim), Juliana Tocunduva (representante do MPSP na Casa da Mulher Brasileira), Fábio Goulart (corregedor dos Servidores), Daniel Magalhães (CAOCrim), Ana Carolina Villaboim (CAOCrim) e Karina Bagnatori (assessora da PGJ).

