Vão de 20 a 23 anos, em regime inicial fechado, as penas determinadas para três integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) que participaram, no Guarujá (SP), de um homicídio no contexto do chamado tribunal do crime.
A Promotoria de Justiça local apontou na denúncia que, em 24 de abril de 2022, a vítima foi atingida por vários disparos de arma de fogo dentro do Hospital Santo Amaro.
O homem alvejado já havia sido vítima de um atentado dias antes do crime. Atendido naquela unidade de saúde, ele recebeu alta com a autorização de um médico apontado como participante da facção criminosa. O profissional é um dos condenados na ação penal.
Segundo a investigação, o médico, que já responde por tráfico de entorpecentes e chegou a ser flagrado com drogas no ambiente de trabalho, antecipou a alta da vítima e manteve contato com um dos executores durante a manhã do homicídio.
Dados extraídos do celular, mediante autorização judicial, registraram 18 interações entre as 9h22 e as 11h42, enquanto as conversas daquele período foram apagadas. Às 11h38, dois homens entraram no hospital e efetuaram os disparos contra a vítima, que estava em uma cadeira de rodas, na recepção da unidade.
O Tribunal do Júri reconheceu as qualificadoras de motivo torpe e uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima, apontadas na denúncia de autoria da promotora Mariana Paes Barreto Scarabel. A acusação em plenário foi sustentada pelos também membros do MPSP José Mario Buck Marzagão Barbuto e Marcos Vinicius Ramos Oliveira.
De acordo com a Promotoria, recurso de apelação será interposto com o objetivo de aumentar as penas.

