O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta quinta-feira (7) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington. O encontro durou cerca de três horas e contou com a participação de ministros e representantes dos dois países.
Após a reunião, Trump afirmou nas redes sociais que o encontro foi “muito produtivo” e informou que os governos continuarão as negociações sobre temas considerados estratégicos, incluindo comércio e tarifas.
Encontro tratou de comércio, minerais críticos e segurança
A reunião entre os dois líderes ocorreu em meio às tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, intensificadas desde 2025 após a retomada de medidas tarifárias pelo governo norte-americano.
Segundo informações divulgadas pela presidência norte-americana, Lula e Trump discutiram temas ligados ao comércio bilateral, combate ao crime organizado, questões geopolíticas e minerais críticos.
Trump classificou Lula como “muito dinâmico” e afirmou que novas reuniões técnicas entre representantes dos dois países já estão programadas para os próximos meses.
A expectativa inicial era de que os presidentes falassem juntos à imprensa no Salão Oval, mas o formato foi alterado. Lula deve conceder entrevista posteriormente na embaixada brasileira em Washington.
Relação comercial enfrenta tensões desde 2025
As relações entre os dois países atravessam um período de disputas comerciais desde o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos.
O governo norte-americano aplicou tarifas de 25% sobre importações de aço e alumínio, atingindo diretamente o Brasil, um dos principais exportadores desses produtos para o mercado dos EUA.
Posteriormente, Washington ampliou tarifas sobre outros produtos brasileiros sob alegação de falta de reciprocidade comercial. O governo brasileiro respondeu intensificando negociações diplomáticas e levando o tema à Organização Mundial do Comércio (OMC).
Apesar de um recuo parcial dos Estados Unidos no fim de 2025 e início de 2026, setores como aço e alumínio continuam sujeitos a taxas elevadas.
Cooperação contra tráfico internacional também esteve na pauta
Outro tema discutido entre os governos foi a cooperação na área de segurança pública. No mês passado, Brasil e Estados Unidos anunciaram um acordo de colaboração para combate ao tráfico internacional de armas e drogas.
A parceria prevê compartilhamento de informações sobre apreensões realizadas nas aduanas dos dois países para agilizar investigações sobre rotas e organizações criminosas.
Participaram da comitiva brasileira ministros das áreas de Relações Exteriores, Justiça, Fazenda, Desenvolvimento, Minas e Energia, além do diretor-geral da Polícia Federal.

