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Justiça condena 14 por lavagem de dinheiro ligada a facção em Campinas

Foto: MP-SP/Divulgação

Um esquema instituído para lavar dinheiro do crime por meio de imóveis e de empresas dedicadas ao comércio de veículos e motocicletas levou, nesta terça-feira (4), à condenação de 14 pessoas denunciadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), na esteira das operações Off White, Linha Vermelha e Pronta Resposta. As penas somadas chegam a cerca de 111 anos de prisão.

Ainda segundo a sentença, expedida pela 4ª Vara Criminal de Campinas (SP), os réus deverão pagar R$ 10 milhões a título de reparação mínima por danos morais coletivos.

O avanço das investigações revelou que, para atrapalhar e tumultuar a persecução criminal, parte dos condenados tinha planos para executar um promotor de Justiça do GAECO e um comandante de uma força policial.

De acordo com a denúncia, o núcleo criminoso era liderado por um homem conhecido como Dragão, proprietário de um empreendimento sediado em Campinas e dedicado ao comércio de veículos.

Conforme apurado pelo Ministério Público, a organização utilizava empresas formalmente constituídas para ocultar e reinserir no mercado recursos provenientes principalmente do tráfico de drogas e de outras atividades ilícitas.

O dinheiro era misturado ao faturamento das empresas, empregado na compra e venda de veículos e motocicletas de alto valor, na aquisição de imóveis e até em operações de empréstimos informais, garantindo rentabilidade de 2% a 4% aos investidores ligados ao crime organizado.

A investigação também apontou vínculos estreitos do grupo com integrantes do Primeiro Comando da Capital, ou PCC, que utilizavam a estrutura empresarial para movimentar e lavar grandes quantias de dinheiro.

Ao analisar as provas produzidas pelo GAECO, o Juízo destacou a robustez dos relatórios de inteligência, das quebras de sigilo, dos documentos apreendidos e dos demais elementos reunidos durante as investigações, afastando todas as alegações de nulidade apresentadas pelas defesas.

O magistrado também ressaltou que as apurações sobre o plano para assassinar o promotor e o comandante policial surgiram a partir de informações posteriormente corroboradas por diligências investigativas, contribuindo para a identificação de novos integrantes da organização e para a deflagração das operações subsequentes.

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