A Promotoria Criminal de Piracicaba (SP) denunciou e o Poder Judiciário condenou, a 27 anos e 9 meses de prisão, um homem que tentou matar a ex-companheira com golpes de martelo, em março de 2025, na cidade de Charqueada (SP), conforme divulgado na ocasião pelo Rápido No Ar.
O réu foi submetido ao Tribunal do Júri nesta quarta-feira e sentenciado por feminicídio tentado, praticado em contexto de violência doméstica e familiar, contra mulher por razões da condição do sexo feminino.
Os jurados também reconheceram as causas de aumento de pena pelo fato de a vítima ser mãe de criança e o crime ter sido cometido na presença física da menina, além do emprego de meio cruel e de recurso que dificultou a defesa da vítima. A ação penal contou com o trabalho dos promotores de Justiça Aluisio Antonio Maciel Neto e Nathalia Merli.
Foi apurado que o homem e a vítima mantiveram relacionamento por cerca de 12 anos e estavam separados havia oito anos. Segundo o sustentado pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo), apesar da separação, o réu costumava entrar na residência da ex-companheira contra a vontade dela.
Na data dos fatos (12 de março de 2025), ele voltou ao imóvel e, após ser informado de que a mulher não queria mais sua presença, e havia iniciado um novo relacionamento, apoderou-se de um martelo e desferiu um golpe na cabeça da vítima. Mesmo depois que ela caiu ao chão, o réu continuou a golpeá-la, até deixá-la inconsciente. Em seguida ele fugiu.
A vítima sobreviveu em razão do pronto atendimento médico e precisou ser submetida a cirurgia após sofrer graves fraturas cranianas e faciais.
Conforme registrado na sentença, ela permaneceu internada em estado grave e teve sequelas físicas permanentes, incluindo comprometimento do lado direito da face, restrição na abertura da boca e alteração na articulação temporomandibular. Então com 6 anos, a filha do réu e da vítima testemunhou o ataque.
“Deve-se ressaltar que é inquestionável que delitos dessa natureza causam traumas e sequelas irreparáveis para familiares e amigos das vítimas, bem como provocam grande instabilidade social, comoção e medo na população em geral”, escreveu Maciel Neto ao oferecer a denúncia.

