A Polícia Civil de Piracicaba, por meio da Unidade de Polícia Judiciária Agrupada (UPJA), prendeu um homem, de 39 anos, nesta sexta-feira (29), que estava falsificando e comercializando atestados médicos na região central.
Segundo investigadores da unidade especializada, chegou informação para eles que, nesta sexta-feira, o falsário realizaria nova entrega de documento fraudado, nas imediações do cruzamento entre as ruas José Pinto de Almeida e Doutor Otávio Teixeira Mendes.

Com base nas informações recebidas, a equipe deslocou-se ao local indicado e permaneceu em observação. O investigado chegou conduzindo uma motocicleta, acompanhado de sua companheira – mulher de 32 anos -, portando um envelope marrom, circunstância que reforçou a fundada suspeita acerca da iminente entrega de documento falsificado.
Procedeu-se à abordagem, não sendo localizado o provável comprador que, ao que tudo indica, percebeu a presença policial e deixou o local. Realizada a busca pessoal no denunciado foram encontrados, no interior do envelope, dois atestados médicos falsos, ambos contendo carimbo e assinatura falsificados. Na bolsa da companheira do investigado foi localizado um terceiro atestado médico falso, além dos telefones celulares que também foram apreendidos.
Levado para a delegacia, ele confessou que havia falsificado o documento no mesmo dia, em uma lan house, vendendo-o por R$70,00 à pessoa cuja identidade não quis revelar. A mulher afirmou que apenas guardara o documento a pedido de seu companheiro, desconhecendo o teor do que transportava.
Foi realizado contato com a médica cujo nome constava nos atestados, confirmando-se que os documentos apreendidos eram falsos e que já havia registros de boletins de ocorrência em razão da utilização indevida de seu nome e assinatura.
A Autoridade Policial reconheceu o estado de flagrância, tendo em vista que o investigado foi surpreendido logo após a prática delitiva, portando o próprio corpo de delito, consistente nos atestados médicos falsificados. A materialidade restou comprovada pelas apreensões e pelos depoimentos colhidos, sendo atribuída a C. F. M. a prática do crime de falsificação de documento público (art. 297 do Código Penal).
A prisão em flagrante foi ratificada, com a adoção de todas as medidas de polícia judiciária cabíveis. Quanto à sua companheira, foi preliminarmente liberada; no entanto, seguirá como investigada, aguardando-se a extração de dados dos aparelhos celulares, a fim de se verificar sua real participação nos fatos.
As diligências foram conduzidas sob a supervisão do delegado André de França Oliveira.
A Polícia Civil reafirma seu compromisso com a repressão rigorosa aos crimes que atentem contra a fé pública, especialmente aqueles relacionados à falsificação e comercialização de documentos destinados a iludir autoridades ou burlar controles legais.
Tais condutas comprometem a credibilidade das instituições, geram riscos à administração pública e violam diretamente a confiança social. A instituição seguirá atuando de forma técnica, contínua e estratégica para garantir a responsabilização criminal dos envolvidos e a preservação da ordem pública.
