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Homem e mulher são presos em Limeira numa operação da Polícia Federal que visa desarticular crimes de fraudes bancárias

Foto: Polícia Militar

Uma mulher e um homem foram presos em Limeira, nesta quarta-feira (25), durante uma operação da Polícia Federal – delegacia de Piracicaba -, a qual tem por objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, bem como na prática de estelionato e lavagem de dinheiro.

As prisões, segundo o delegado-chefe da PF, Florisvaldo Emílio das Neves, são preventivas e devem manter os presos até o julgamento. Um dos presos foi capturado, por militares do 10º BAEP (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) na Fazenda Itapema.

Na casa dele foram apreendidos dois aparelhos celulares e três máquinas de cartão de crédito. Quanto à mulher ainda não foi divulgado o local da prisão. De acordo com a PF, os dois não são bancários e sim envolvidos no esquema das fraudes.

Foto: Polícia Militar

A operação, que conta com apoio da Polícia Militar, através do Comando de Policiamento do Interior 9, foi intitulada de “Fallax” –  faz referência à natureza fraudulenta das condutas investigadas, caracterizadas pela falsa aparência de legalidade das empresas utilizadas pelo grupo criminoso.

De acordo com a Polícia Federal, a investigação teve início em 2024 quando foram identificados indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas. O grupo criminoso atuava por meio da cooptação de funcionários de instituições financeiras e da utilização de empresas para a movimentação de valores e ocultação de recursos ilícitos.

Durante as investigações foi determinado o bloqueio e sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. As fraudes investigadas podem ultrapassar R$ 500 milhões.

Foram ainda autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de dezenas de pessoas físicas e jurídicas envolvidas.

Como era o esquema

De acordo com as apurações, a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos em sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas.

Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de alto valor e criptoativos, dificultando o rastreamento. Ainda na região do CPI-9 foram cumpridos mandados em Rio Claro (no Jardim América), três mandados em Limeira (três de busca e apreensão e dois de prisão) e Americana (Jardim Imperador, Nova Americana e Jardim Brasília).

Ao todo, os policiais militares e federais cumpriram 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, em municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Indiciamento

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva, além de crimes contra o sistema financeiro nacional, cujas penas somadas podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

 

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