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Homem de 59 anos é morto a facadas dentro de casa em Limeira; polícia investiga participação de pessoas que estiveram no imóvel

Um homem identificado como Dirceu Pereira de Carvalho, de 59 anos, foi encontrado morto na madrugada desta quinta-feira (5), dentro de uma residência na Rua Augusto Angelino Simonetti, no Jardim Residencial Antônio Simonetti II, em Limeira (SP). A vítima apresentava aproximadamente nove perfurações pelo corpo, inicialmente compatíveis com ferimentos provocados por instrumento perfurocortante. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do homicídio e a possível participação de duas pessoas que estiveram com ele momentos antes do crime.

De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados inicialmente para atender a uma denúncia de agressão. Ao chegarem ao endereço, encontraram o portão da residência aberto e, durante a entrada no imóvel, localizaram Dirceu caído no chão da cozinha, com diversos ferimentos provocados por arma branca.

As primeiras informações foram repassadas por um sobrinho da vítima, de 45 anos, que relatou morar com o tio havia mais de 20 anos. Segundo ele, os dois estavam na residência durante a madrugada, acompanhados de uma mulher de 39 anos. O grupo teria consumido bebidas alcoólicas e drogas ao longo da noite.

O sobrinho contou que, em determinado momento, deixou a casa para procurar atendimento médico. Ao retornar, percebeu que a mulher não estava mais no imóvel e encontrou o tio caído no chão da cozinha. Conforme seu depoimento, Dirceu ainda apresentava sinais de vida, mas não conseguia falar. Ele afirmou que tentou conversar com a vítima para entender o que havia acontecido, porém não obteve resposta.

Sem conseguir acionar imediatamente os serviços de emergência, o homem procurou ajuda nas proximidades e conseguiu contato com um vigia que realizava rondas pela região. Foi com o auxílio desse profissional que a Polícia Militar acabou sendo acionada.

Durante o atendimento da ocorrência, os policiais passaram a procurar a mulher que havia permanecido na residência durante parte da madrugada. Ela foi localizada posteriormente e apresentou sua versão dos acontecimentos.

A mulher declarou que conhecia Dirceu havia aproximadamente 15 anos e frequentava regularmente sua casa. Segundo seu relato, naquela madrugada, estava no imóvel com a vítima e o sobrinho, ocasião em que consumiam bebidas alcoólicas e drogas. Em determinado momento, teria deixado a residência por aproximadamente dez minutos para comprar
entorpecentes. Ao retornar, encontrou o sobrinho, que teria informado que Dirceu estava morto.

Ela também contou aos policiais que já havia visto a vítima portando uma faca em outras ocasiões e que o objeto encontrado posteriormente na residência era semelhante ao que conhecia.

O sobrinho, por sua vez, informou que a casa também era dividida com outro homem, que não estava presente durante os acontecimentos. Segundo o registro policial, as declarações dos dois apresentaram divergências, principalmente em relação aos horários em que deixaram e retornaram ao imóvel.

A Polícia Civil foi acionada e acompanhou os trabalhos da perícia. Durante o exame do corpo, os peritos constataram aproximadamente nove perfurações, inicialmente compatíveis com lesões provocadas por instrumento perfurocortante. Uma faca também foi encontrada sobre a cama de um dos quartos. O objeto apresentava vestígios de sangue nas duas faces da lâmina, conforme teste preliminar realizado pelo perito criminal, e acabou apreendido para exames.

Os policiais ainda realizaram diligências nas imediações para tentar obter imagens de câmeras de segurança que pudessem ajudar a esclarecer a movimentação de pessoas na residência. Moradores de imóveis vizinhos foram procurados, mas não foi possível conseguir gravações relacionadas ao crime naquele momento.

Durante as apurações, vizinhos relataram que a casa era frequentemente utilizada por usuários de drogas e apresentava intensa movimentação de pessoas, principalmente durante a noite.

Apesar de o sobrinho e a mulher terem sido identificados como as últimas pessoas que estiveram na companhia de Dirceu antes da descoberta do homicídio, a autoridade policial considerou que os elementos reunidos inicialmente não eram suficientes para apontar, de maneira segura, quem teria cometido o crime.

No despacho registrado no boletim de ocorrência, a Polícia Civil destacou que, embora existam suspeitas e divergências nos depoimentos, não foram encontrados elementos robustos que justificassem a prisão em flagrante de qualquer um dos dois investigados. Por esse motivo, ambos foram liberados, sem prejuízo da continuidade das investigações.

Para tentar esclarecer o que realmente aconteceu naquela madrugada, a autoridade policial determinou a coleta de material biológico do sobrinho e da mulher. As amostras deverão ser submetidas a exames de DNA e comparadas com possíveis vestígios genéticos encontrados na faca apreendida e em outros materiais recolhidos pela perícia.

Os resultados desses exames poderão ajudar os investigadores a confirmar ou descartar a eventual participação dos dois no homicídio.

Até o momento do registro da ocorrência, ninguém havia sido preso. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer a dinâmica dos acontecimentos e identificar o responsável pela morte de Dirceu Pereira de Carvalho.

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