Uma mulher de 26 anos e um homem de 34 anos relataram ter sido ameaçados de morte por um homem de 27 anos, que foi preso com um revólver calibre .38, na madrugada desta segunda-feira (14), em uma residência no Jardim Residencial Roseira, em Limeira (SP).
Segundo informações do boletim de ocorrência, as vítimas estavam em uma chácara pertencente à avó do suspeito, junto com outras pessoas, quando houve uma discussão envolvendo o homem e a ex-namorada. Conforme os relatos, o suspeito teria agredido a mulher, momento em que as duas vítimas intervieram para tentar interromper as agressões.
Após a confusão, o homem de 34 anos e a mulher de 26 anos deixaram o local e foram para casa. Posteriormente, receberam informações de amigos de que o suspeito estaria nas proximidades da residência deles portando uma arma de fogo.
Ainda segundo o boletim, as vítimas receberam vídeos e mensagens nos quais o homem aparecia em frente à residência, exibindo uma arma e fazendo ameaças de morte contra os dois.
O homem de 34 anos também relatou ter recebido áudios enviados pelo suspeito, nos quais ele afirmava que iria matá-lo e também matar a mulher. As vítimas informaram ainda que já tinham conhecimento de mensagens anteriores indicando que o investigado buscaria conseguir uma arma para concretizar as ameaças.
A Polícia Militar foi acionada via COPOM e foi até o endereço informado pelas vítimas. No local, os policiais encontraram o veículo associado ao suspeito estacionado em frente à residência.
O homem recebeu os policiais e, inicialmente, negou estar com uma arma de fogo. Ele autorizou a entrada da equipe no imóvel. Durante as buscas, os policiais encontraram um revólver calibre .38 escondido sob roupas acumuladas sobre um sofá.
A arma estava municiada com duas munições intactas e foi apreendida para perícia. Também foram recolhidos dois celulares pertencentes ao investigado.
Diante dos fatos, o homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Santa Casa para exame cautelar. Depois, foi apresentado na Delegacia Seccional de Limeira.
A autoridade policial considerou, em tese, que houve porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e ameaça, em concurso material. O flagrante foi reconhecido porque o investigado foi localizado logo após os fatos na posse da arma que teria sido utilizada nas ameaças.
A Polícia Civil deixou de arbitrar fiança e determinou o prosseguimento do auto de prisão em flagrante. Também houve representação pela prisão preventiva, considerando o risco de novas intimidações ou ameaças às vítimas.
A mulher manifestou interesse em medidas protetivas de urgência, incluindo a proibição de aproximação e contato com o investigado.
O homem permaneceu preso à disposição da Justiça.

