Os futuros moradores do loteamento Jardim Novos Bandeirantes, localizado nas proximidades do bairro Belinha Ometto e da Rodovia dos Bandeirantes, seguem insatisfeitos com a liberação dos terrenos para o início das construções.
Como mostrou o Rápido no Ar em outubro de 2025, os compradores já reclamavam de supostos atrasos no cronograma de implantação da infraestrutura do empreendimento.
Na ocasião, a empresa Cemara Loteamentos, de Americana, responsável pelo loteamento e pela comercialização dos terrenos, afirmou que as obras estavam dentro do cronograma previsto e se colocou à disposição para dialogar com os futuros moradores.

Após a publicação da reportagem, reuniões foram realizadas entre representantes da empresa e os compradores. Os adquirentes também procuraram vereadores na Câmara Municipal de Limeira. Novos prazos teriam sido estabelecidos, porém, segundo os moradores, os compromissos assumidos não foram cumpridos conforme prometido.
Apesar de reconhecerem que as obras avançaram e que parte da infraestrutura vem sendo executada, os compradores dos 1.100 lotes afirmam que a entrega continua atrasada em relação às datas apresentadas pela empresa. A principal preocupação é a demora na obtenção das liberações necessárias para que possam iniciar a construção de suas residências.
Os futuros moradores também relatam que procuraram a Prefeitura de Limeira em busca de esclarecimentos e providências. Segundo informações obtidas por eles, a liberação final do empreendimento depende da conclusão das obras e da apresentação da documentação exigida pelos órgãos competentes. Somente após esse processo será possível a emissão das autorizações necessárias para o início das construções.
A compradora de um dos terrenos, Jennyfer Firmino, de 37 anos, relatou sua preocupação com os constantes adiamentos e a falta de definição sobre uma data efetiva para a liberação dos lotes.
Outra compradora, Viviane Lima, de 42 anos, também demonstrou insatisfação. Segundo ela, uma mensagem enviada por WhatsApp teria informado um compromisso de conclusão das obras para uma determinada data, mas o prazo não foi cumprido.
Enquanto aguardam uma solução, os futuros moradores seguem cobrando transparência e um posicionamento oficial sobre o cronograma definitivo de entrega do empreendimento.
O Rápido no Ar continua acompanhando o caso e mantém espaço aberto para manifestação da empresa Cemara sobre as reclamações apresentadas pelos compradores. No ano passado, a loteadora afirmou que “não havia atraso nas obras e que as dilações de prazo decorriam de questões técnicas”. A empresa mencionou a Lei Federal nº 6.766/79, que estabelece prazo de até quatro anos para a entrega dos loteamentos, e afirmou que observa todos os trâmites legais e administrativos.
