Uma perseguição policial a uma Toyota Hilux furtada terminou com a morte de uma idosa de aproximadamente 70 anos e a prisão de um jovem nesta sexta-feira (7), em Jundiaí (SP). Segundo o boletim de ocorrência, o homem fugiu em alta velocidade, atropelou a vítima após invadir uma calçada e continuou a fuga até bater contra o muro de uma residência.
De acordo com o registro policial, equipes da Polícia Militar receberam a informação de que uma Toyota Hilux furtada durante a manhã em Rio Claro seguia pela Rodovia dos Bandeirantes, no sentido da capital.
Nas proximidades do Hopi Hari, os policiais localizaram uma caminhonete com as mesmas características, mas utilizando placas diferentes das originais.
Os agentes tentaram realizar a abordagem, porém, segundo a ocorrência, o motorista desobedeceu à ordem de parada e iniciou a fuga. O acompanhamento entrou em Jundiaí e passou por diversos bairros.
Ainda conforme os policiais, durante a perseguição o motorista utilizava constantemente um telefone celular, aparentemente em uma chamada de vídeo ou transmissão ao vivo.
Ao passar pela Rua Daniel da Silva, ele perdeu o controle da Hilux, subiu na calçada e atingiu uma mulher de aproximadamente 70 anos.
A vítima foi arrastada por alguns metros. Os policiais comunicaram o Copom e solicitaram atendimento de emergência, mas a mulher não resistiu e morreu.
Mesmo após o atropelamento, segundo o boletim, o homem continuou fugindo.
Mais adiante, o motorista voltou a perder o controle da caminhonete e bateu contra o muro de uma residência.
Ele teria abandonado o veículo e tentado escapar a pé, mas acabou cercado pelos policiais. Conforme a ocorrência, antes de ser detido, o homem arremessou o próprio celular no chão e o danificou.
A Polícia Militar informou ainda que ele resistiu à prisão e precisou ser imobilizado.
Placas originais estavam dentro da caminhonete
Durante a apuração, os policiais constataram que as placas utilizadas na Hilux pertenciam a outra caminhonete do mesmo modelo, registrada em outro estado. As placas originais do veículo furtado foram encontradas dentro do automóvel.
A Polícia Militar também recebeu imagens relacionadas ao furto ocorrido em Rio Claro. Segundo o registro, os elementos obtidos até aquele momento indicavam que o homem preso não seria a mesma pessoa que havia furtado originalmente a caminhonete.
Em depoimento, ele afirmou que recebeu o veículo de uma terceira pessoa em Santa Bárbara d’Oeste e que ganharia R$ 1 mil para levá-lo até São Paulo, onde receberia posteriormente a informação sobre o destino final.
Polícia registra caso como homicídio com dolo eventual
A Polícia Civil ratificou a prisão em flagrante e enquadrou o atropelamento fatal, em tese, como homicídio qualificado com dolo eventual, quando se considera que o agente assumiu o risco de provocar o resultado.
O homem também foi autuado, em tese, por receptação, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e resistência.
A autoridade policial solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em preventiva. Após os procedimentos, o preso seria encaminhado ao Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista e permaneceria à disposição da Justiça.
A investigação deverá prosseguir para esclarecer completamente a dinâmica dos fatos e identificar outros possíveis envolvidos.

