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Estouro de cavalos em São Carlos gera pedido de indenização por parte do MP

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Uma empresa do ramo do entretenimento é alvo de ação civil pública ajuizada pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo) após promover uma queima de fogos com estampido que provocou o estouro de dezenas de cavalos e deixou um guarda municipal gravemente ferido em São Carlos.

De autoria do promotor Flávio Okamoto, a petição inicial do processo é do último sábado (4/7). O Ministério Público requer a condenação da pessoa jurídica ao pagamento de indenização mínima de R$ 100 mil por danos morais coletivos em razão dos prejuízos causados à coletividade.

Okamoto sustenta que a utilização de fogos com estampido violou a legislação ambiental e de proteção animal, além de expor pessoas e animais a riscos graves.

De acordo com as apurações, a empresa foi contratada para promover o show da dupla Bruno & Barretto durante o evento 3º Top Três Tambores e Top Ranch, realizado em agosto de 2024.

Embora proibida pelas legislações estadual e municipal, bem como pelos alvarás expedidos pelos órgãos competentes, a queima de fogos constou do contrato firmado com o município e aconteceu ao fim da apresentação musical.

O barulho provocou o estouro de cerca de 30 cavalos, que invadiram a Rodovia SP-215, causando risco aos motoristas, e atropelaram e pisotearam um guarda municipal. O homem sofreu traumatismo craniano e fratura na perna. Um dos animais morreu após ser atropelado na estrada.

Em dezembro de 2025, o município de São Carlos celebrou Termo de Ajustamento de Conduta com o MPSP e comprometeu-se, entre outras obrigações, a custear projetos da sociedade civil voltados à defesa e ao cuidado animal.

A empresa envolvida no caso, contudo, recusou a proposta, o que motivou o ajuizamento da ação.

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