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Equipes do Samu de Campinas estão preparadas para iniciarem tratamento de infartos antes da chegada ao hospital

Foto: Prefeitura de Campinas

Quando uma pessoa sofre um infarto, o início rápido do atendimento específico para o quadro faz toda a diferença para evitar sequelas. Por isso, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Campinas (SP) está preparado para iniciar essa assistência ainda no local da ocorrência, antes mesmo da chegada ao hospital.

Esse foi um dos temas abordados pela coordenadora de Urgência e Emergência do Samu e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Rede Mário Gatti, Ana Carolina Sichiroli, durante o podcast PodGatti. Segundo ela, esse atendimento precoce é um dos avanços incorporados pelo serviço ao longo dos últimos anos.

“Em 2008, foi iniciado o protocolo de trombólise para infarto agudo do miocárdio. Nós fomos capacitados para poder começar a trombolizar o infarto agudo do miocárdio na casa do paciente ou em outros locais”, explica a profissional.

O que é a trombólise?

A trombólise é um tratamento que utiliza medicamentos para dissolver o coágulo responsável por interromper a circulação de sangue no coração. Quanto mais cedo ela é realizada, maiores são as chances de preservar o músculo cardíaco.

“A gente sabe que para o infarto o tempo conta muito. Quanto mais você demora, mais músculo cardíaco você perde. Então, oferecer esse tratamento nas casas dos cidadãos aqui de Campinas fez uma diferença enorme”, acrescenta Ana Carolina.

De acordo com ela, a estratégia permitiu que o Samu realizasse esse atendimento em diversos pacientes ao longo dos anos.

“E a gente trombolizou muitos pacientes. Conseguir iniciar esse tratamento precocemente faz toda a diferença”, destaca a coordenadora.

Estrutura para alta complexidade

Além da equipe treinada, as ambulâncias de suporte avançado do Samu contam com estrutura para realizar procedimentos de alta complexidade durante o atendimento e transporte a uma unidade de saúde.

“Toda a estrutura necessária de uma sala de emergência de um pronto-socorro tem dentro da viatura do Samu, incluindo materiais de pequenas cirurgias. Tudo em prol da vida”, aponta.

A importância do tempo-resposta

Para que esse atendimento aconteça no menor tempo possível, o Samu acompanha continuamente seu principal indicador de qualidade: o tempo-resposta, que é o tempo que a equipe leva para realizar o primeiro atendimento e conduzir o paciente até uma unidade de saúde.

“Qual é o nosso principal indicador de qualidade? É o tempo-resposta. Porque a ambulância tem que chegar rápido, e o tempo importa”.

A coordenadora reforça que a população também pode contribuir para reduzir esse tempo ao acionar corretamente o serviço.

“É importante que a pessoa que aciona o Samu passe o endereço correto, o número da casa correto e um ponto de referência correto, porque se as informações estão corretas, tem mais chance da ambulância chegar rapidamente no endereço.”

Regulação define destino adequado

Após chegar ao local, a equipe presta o atendimento inicial e mantém contato com a Central de Regulação, que define o hospital de destino conforme a gravidade do caso e as necessidades do paciente. Se necessário, o médico regulador também pode prescrever medicações durante o atendimento pré-hospitalar.

Para a coordenadora Ana Carolina, a evolução tecnológica continuará ampliando a capacidade de resposta do serviço nos próximos anos, mas um princípio permanecerá o mesmo: agir rapidamente para salvar vidas.

“A vida tem muito valor e a gente não tem que medir esforços para conseguir garantir uma boa assistência para a população”, conclui.

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