A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, provocou indignação também nas redes sociais. Nos últimos dias, parlamentares denunciaram publicações que faziam referências criminosas e ofensivas à vítima após o acidente.
As deputadas federais Erika Hilton (PSOL-SP) e Tabata Amaral (PSB-SP) pediram a apuração dos casos junto às autoridades.
Segundo Erika Hilton, diversos perfis teriam publicado mensagens com conteúdo considerado criminoso, incluindo referências a estupro, necrofilia e vilipêndio de cadáver.
Em publicação nas redes sociais, a parlamentar informou que encaminhou denúncias à Polícia Federal para que os autores das mensagens sejam identificados e investigados.
“Estou denunciando à Polícia Federal diversos perfis que incitaram o estupro, a necrofilia e o vilipêndio do cadáver da jovem Maria Eduarda. Isso é misoginia, isso é incitação e isso é crime”, escreveu.
Já a deputada Tabata Amaral informou que protocolou uma representação junto ao Ministério Público Federal (MPF) pedindo a apuração de possíveis crimes de ódio praticados no ambiente digital.
O que é vilipêndio de cadáver?
O vilipêndio de cadáver é um crime previsto no artigo 212 do Código Penal Brasileiro e consiste em desrespeitar, ultrajar ou menosprezar um corpo sem vida.
A pena prevista é de detenção de um a três anos, além de multa.
Caso segue sob investigação
Maria Eduarda morreu no último sábado (13) após um salto realizado na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis.
Segundo a investigação, a jovem teria sido lançada da estrutura sem a devida fixação do equipamento de segurança. Três homens foram presos e indiciados por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de produzir o resultado.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

