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Conhecida como patrimônio de Limeira, onça Luna é cremada em Campinas

Fotos: Wagner Morente

A onça-pintada Luna, que viveu mais de 25 anos no zoológico de Limeira (SP), e que faleceu no dia 15 do mês passado em decorrência de causas naturais, foi cremada na segunda-feira (2), em Campinas (SP).

A cremação da onça, que é reconhecida como a fêmea da espécie mais longeva do Brasil em cativeiro, ocorreu no Cemitério e Crematório de Animais São Francisco de Assis, em Campinas, por meio de doação do Grupo Bom Pastor, que também realizou o serviço de remoção e transporte (manejo técnico), bem como a destinação das cinzas em urna com placa dedicatória.

Segundo a Secretaria de Proteção Animal de Limeira, a decisão pela cremação considerou o fato de Luna ser reconhecida como patrimônio da cidade. O procedimento também foi adotado por ser ambientalmente mais adequado.

“A Luna faz parte da história de Limeira e merecia um procedimento conduzido com respeito, responsabilidade e dentro das normas ambientais. As cinzas permanecem no Zoológico, onde futuramente serão prestadas homenagens à onça-pintada”, destacou a secretária de Proteção Animal, Juliana Kopczynski.

História

Luna foi resgatada em 2002, na cidade de Manaus (AM), após denúncia de tráfico de animais silvestres. Ela seria levada ilegalmente para fora do país. Após o resgate, o Ibama encaminhou a onça ao Zoo de Limeira, onde passou a viver em ambiente controlado e sob acompanhamento técnico permanente de médicos-veterinários, biólogos e tratadores.

Considerando a estimativa de aproximadamente dois anos de idade à época do resgate e sua chegada ao zoológico em 27 de abril de 2002, Luna alcançou cerca de 25 anos — idade significativamente superior à expectativa de vida da espécie na natureza, que varia entre 15 e 16 anos.

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