O Tribunal do Júri de Americana condenou Hélio Leonardo Neto a 34 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio e pela ocultação de cadáver de Mônica Matias de Paula, de 33 anos. A sentença foi proferida nesta quinta-feira (26). O réu também foi condenado ao pagamento de multa.
Condenação inclui multa e indenização
Além da pena de reclusão, a decisão estabelece o pagamento de 20 dias-multa, fixados em três salários mínimos cada, e 100 Ufesps (Unidades Fiscais do Estado de São Paulo), o que representa aproximadamente R$ 101 mil.
Procurado, o advogado de defesa, Jean Lima, informou que não iria se manifestar sobre o resultado do julgamento.
Corpo foi localizado em área rural
Mônica foi encontrada morta no dia 15 de março, em uma área próxima à Estrada Municipal Janete Fonseca dos Santos Candioto (LIM-391), em Limeira. A localização ocorreu após um trabalhador rural avistar o corpo.
Hélio foi preso dois dias depois, em 17 de março, no estabelecimento onde trabalhava, na Avenida Abdo Najar, em Americana. Durante as investigações conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), ele confessou o crime.
De acordo com a apuração policial, o réu afirmou que mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima e alegou que temia a exposição dos encontros. Após o assassinato, o corpo foi abandonado em Limeira e o celular da vítima descartado às margens da Rodovia Anhanguera (SP-330).
Arsenal apreendido resultou em outra condenação
O caso também revelou a posse de um grande número de armas e munições na residência do acusado, na região da Praia dos Namorados, em Americana. Parte do material estava regularizada, mas outras armas não tinham registro ou eram vinculadas a colecionador.
Pelo porte e posse ilegal do arsenal, Hélio já havia sido condenado anteriormente a três anos e nove meses de reclusão, em regime inicial aberto.

