Um casal foi preso em flagrante na noite desta quarta-feira (24), em Americana (SP), por suspeita de maus-tratos contra o filho, uma criança de quatro anos diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O menino foi encontrado com roupas sujas e sinais de possível negligência durante o atendimento a uma ocorrência de violência doméstica.
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para atender um desentendimento entre o casal em uma residência no bairro Vila Mariana.
No local, a mulher, de 25 anos, relatou aos policiais que havia sido agredida pelo companheiro com socos e esganadura. Os agentes constataram escoriações no joelho esquerdo e na mão direita da vítima.
O homem, por sua vez, apresentava uma lesão na boca e afirmou que apenas se defendeu das agressões da companheira. Ambos recusaram atendimento médico.
Durante a ocorrência, os policiais verificaram que o filho do casal estava na residência e havia presenciado a discussão. A criança estava com roupas sujas e, segundo os agentes, apresentava indícios de negligência nos cuidados.
Conselho Tutelar acolheu a criança
Ainda conforme o registro policial, o casal admitiu ter consumido bebida alcoólica. A mulher também relatou ter usado maconha. Os policiais informaram que ambos apresentavam sinais aparentes de embriaguez, como olhos vermelhos, odor etílico e comportamento agressivo.
O Conselho Tutelar foi acionado e encaminhou o menino para um abrigo.
Na delegacia, os pais negaram os maus-tratos e afirmaram viver em situação de vulnerabilidade social. A mãe alegou que a criança estava suja por ter brincado no quintal e por estar em processo de retirada das fraldas. Já o pai disse que faz tudo o que está ao seu alcance para cuidar do filho.
Justiça concede liberdade provisória
O caso foi registrado no 3º Distrito Policial de Americana como lesão corporal e maus-tratos à criança.
Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o casal teve a liberdade provisória concedida durante a audiência de custódia, com a condição de comparecimento ao Centro de Atenção Psicossocial (Caps).

