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Campinas adota novo critério para contabilizar mortes no trânsito a partir de 2026

A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) passará a adotar, a partir de 2026, a metodologia que considera como vítima fatal no trânsito quem falece em até 30 dias após o sinistro. O novo critério alinha o município aos padrões nacionais e internacionais utilizados por órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Infosiga, sistema oficial do Estado de São Paulo. Até 2025, Campinas utilizava um parâmetro que contabilizava óbitos ocorridos em até 180 dias após o acidente. Com a mudança, o município retorna ao modelo já adotado entre 1995 e 2000, considerando o período de até 30 dias. O critério segue normas da OMS, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), do Ministério da Saúde, por meio do Programa Vida no Trânsito, e do Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito (Infosiga), vinculado ao Detran-SP. Segundo a Emdec, 96% dos óbitos registrados ocorrem nos primeiros 30 dias após o sinistro. Apenas 4% — média de seis casos por ano — acontecem entre 31 e 180 dias. Apesar do número reduzido, esses registros impactavam diretamente o cálculo do índice de mortes por 100 mil habitantes. “Estamos alinhando a forma de analisar as mortes no trânsito à utilizada pela maioria dos municípios paulistas. A mudança permite maior uniformidade e precisão no monitoramento dos indicadores e metas de segurança viária”, afirmou o presidente da Emdec, Vinicius Riverete. Impacto nos indicadores e ranking estadual Com a metodologia anterior, Campinas ocupava a sexta posição entre cidades paulistas com mais de 400 mil habitantes, com taxa de 13,15 óbitos por 100 mil habitantes. Com o novo critério, o índice passa para 12,65, colocando o município na décima posição no ranking. De acordo com o especialista em Gestão da Base de Dados da Emdec, Marcelo Luiz de Araújo Antônio, a mudança não altera as tendências históricas da mortalidade no trânsito. “As variações anuais permaneceram consistentes, preservando as tendências históricas de aumento e redução dos óbitos”, explicou. Atualização gradual da base histórica A revisão abrangerá todo o banco de dados entre 1999 e 2025. Os casos de mortes ocorridas entre 31 e 180 dias após o sinistro deixarão de compor a contagem oficial, mas permanecerão registrados para fins históricos. A nova metodologia já foi aplicada aos dados de 2023 a 2025. Até maio, a atualização deve contemplar o período de 2016 a 2022. A previsão é que a revisão completa até 2015 seja concluída até abril de 2027. Com a readequação, os números mais recentes também foram atualizados: 2024 Vias urbanas + rodovias: de 156 para 150 óbitos Vias urbanas: de 72 para 68 óbitos Rodovias: de 84 para 82 óbitos 2025 Vias urbanas + rodovias: de 148 para 143 óbitos Vias urbanas: de 76 para 73 óbitos Rodovias: de 70 para 68 óbitos Todos os materiais informativos produzidos pela Emdec, como Boletins Mensais de Óbitos no Trânsito, Boletins Sintéticos e Relatórios Anuais de Sinistralidade, serão atualizados. O processo conta com auditoria de especialistas da Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global (BIGRS), parceira do município nas políticas públicas de segurança viária.

Movimentação de veículos em cruzamento urbano de Campinas, usado como base para estudos de segurança viária. Foto: Divulgação

A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) passará a adotar, a partir de 2026, a metodologia que considera como vítima fatal no trânsito quem falece em até 30 dias após o sinistro. O novo critério alinha o município aos padrões nacionais e internacionais utilizados por órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Infosiga, sistema oficial do Estado de São Paulo.

Até 2025, Campinas utilizava um parâmetro que contabilizava óbitos ocorridos em até 180 dias após o acidente. Com a mudança, o município retorna ao modelo já adotado entre 1995 e 2000, considerando o período de até 30 dias.

O critério segue normas da OMS, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), do Ministério da Saúde, por meio do Programa Vida no Trânsito, e do Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito (Infosiga), vinculado ao Detran-SP.

Segundo a Emdec, 96% dos óbitos registrados ocorrem nos primeiros 30 dias após o sinistro. Apenas 4% — média de seis casos por ano — acontecem entre 31 e 180 dias. Apesar do número reduzido, esses registros impactavam diretamente o cálculo do índice de mortes por 100 mil habitantes.

“Estamos alinhando a forma de analisar as mortes no trânsito à utilizada pela maioria dos municípios paulistas. A mudança permite maior uniformidade e precisão no monitoramento dos indicadores e metas de segurança viária”, afirmou o presidente da Emdec, Vinicius Riverete.

Impacto nos indicadores e ranking estadual

Com a metodologia anterior, Campinas ocupava a sexta posição entre cidades paulistas com mais de 400 mil habitantes, com taxa de 13,15 óbitos por 100 mil habitantes. Com o novo critério, o índice passa para 12,65, colocando o município na décima posição no ranking.

De acordo com o especialista em Gestão da Base de Dados da Emdec, Marcelo Luiz de Araújo Antônio, a mudança não altera as tendências históricas da mortalidade no trânsito. “As variações anuais permaneceram consistentes, preservando as tendências históricas de aumento e redução dos óbitos”, explicou.

Atualização gradual da base histórica

A revisão abrangerá todo o banco de dados entre 1999 e 2025. Os casos de mortes ocorridas entre 31 e 180 dias após o sinistro deixarão de compor a contagem oficial, mas permanecerão registrados para fins históricos.

A nova metodologia já foi aplicada aos dados de 2023 a 2025. Até maio, a atualização deve contemplar o período de 2016 a 2022. A previsão é que a revisão completa até 2015 seja concluída até abril de 2027.

Com a readequação, os números mais recentes também foram atualizados:

2024

2025

Todos os materiais informativos produzidos pela Emdec, como Boletins Mensais de Óbitos no Trânsito, Boletins Sintéticos e Relatórios Anuais de Sinistralidade, serão atualizados. O processo conta com auditoria de especialistas da Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global (BIGRS), parceira do município nas políticas públicas de segurança viária.

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