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Banco Will entra em liquidação: veja o que muda para clientes e por que o BC tomou a decisão

Cartão do Will Bank foto: Divulgação

A liquidação extrajudicial do Banco Will, decretada nesta quarta-feira (21) pelo Banco Central, interrompeu as operações da instituição e deixou clientes sem acesso a contas e cartões. A medida ocorre após o agravamento da situação financeira do banco digital, que integrava o mesmo grupo do Banco Master, já liquidado em 2025.

Após a liquidação do Banco Master, o Will Bank passou a operar sob regime especial de administração temporária, com o Banco Central à frente da gestão. O objetivo era manter o funcionamento e buscar uma alternativa para preservar a instituição, como a entrada de um novo investidor.

Segundo o BC, no entanto, a situação financeira se deteriorou ao longo do período. Houve aumento de passivos e falhas operacionais, culminando no descumprimento de obrigações no sistema de pagamentos da Mastercard. O bloqueio da participação do banco no arranjo da bandeira e a suspensão do uso dos cartões caracterizaram a insolvência, tornando a liquidação inevitável.

O que é liquidação extrajudicial

A liquidação extrajudicial é um procedimento administrativo utilizado para encerrar as atividades de instituições financeiras em crise, de forma organizada e sob supervisão do Banco Central. O objetivo é proteger clientes, credores e o sistema financeiro, evitando prejuízos maiores.

Esse regime é aplicado quando a instituição não tem condições de se recuperar, seja por insolvência, falhas graves de gestão, descumprimento de normas ou outras irregularidades.

O que acontece com o banco após a medida

Com a liquidação decretada, todas as operações são interrompidas. Contas, transferências, cartões e novos contratos deixam de funcionar. O Banco Central nomeia um liquidante, responsável por levantar ativos e dívidas, vender bens e organizar o pagamento dos credores, conforme a ordem prevista em lei.

Dinheiro está garantido?

Depósitos e alguns investimentos contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assegura até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição, considerando produtos como conta corrente, poupança, CDB, RDB, LCI e LCA.

No caso de conglomerados financeiros, o valor efetivamente coberto pode variar conforme a estrutura do grupo e a data de emissão dos títulos. O FGC já desembolsa bilhões para ressarcir clientes do Banco Master, o que evidencia o impacto do caso no sistema financeiro.

Bens de dirigentes são bloqueados

A legislação determina a indisponibilidade dos bens de controladores e ex-administradores da instituição liquidada. A medida impede a transferência de patrimônio enquanto são apuradas possíveis responsabilidades, funcionando como proteção adicional aos credores.

Orientação ao consumidor

Clientes devem guardar extratos, contratos e comprovantes e acompanhar apenas informações oficiais do Banco Central, do liquidante e do FGC. O fundo não cobra taxas para ressarcimento e alerta para golpes que costumam surgir em momentos de instabilidade bancária.

Liquidação não é falência

Embora semelhantes, os processos são diferentes. A liquidação extrajudicial ocorre sob supervisão administrativa. A falência pode ser decretada posteriormente, caso os ativos não sejam suficientes ou surjam indícios de irregularidades mais graves.

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