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Alunos assistem pornografia na sala de aula e se masturbam na frente de meninas de 12 anos em escola de Limeira

Foto: Veloz/Rápido no Ar

Um caso registrado na Escola Estadual Prof. Ary Leite Pereira, em Limeira, envolvendo alunos mobilizou a comunidade escolar e gerou um impasse entre o Conselho de Escola e a Diretoria de Ensino. O episódio ocorreu no dia 27 de março, durante o período de aula.

De acordo com documento oficial da unidade, alunos utilizaram um telefone celular dentro da sala para acessar conteúdo pornográfico. Durante a exibição, parte dos estudantes envolvidos passou a se masturbar na frente de meninas, entre elas havia crianças de 12 anos.

A situação ocorreu na presença de outros alunos o que provocou constrangimento e repercussão entre os presentes.

A ocorrência foi comunicada à coordenação após relatos de estudantes. A direção realizou a apuração com base na escuta dos envolvidos, análise das informações e convocação dos responsáveis.

Após a confirmação dos fatos, a escola adotou medidas pedagógicas e disciplinares, incluindo a elaboração de termo de orientação, acolhimento dos alunos e responsáveis e encaminhamento para acompanhamento psicológico, segundo apurou a reportagem.

O caso também foi direcionado à rede de proteção, com acionamento do Conselho Tutelar e registro de boletim de ocorrência.

No dia 7 de abril, o Conselho de Escola, órgão deliberativo composto por representantes da comunidade escolar, decidiu de forma unânime pela transferência cautelar dos alunos envolvidos, também segundo apuração da reportagem.

A medida, no entanto, não foi acatada pela Diretoria de Ensino de Limeira, com base em parecer da supervisão educacional. Os motivos não foram detalhados.

A decisão gerou questionamentos por parte de responsáveis, principalmente em relação à segurança dos alunos e aos critérios adotados pela rede estadual.

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo foi procurada para esclarecer o posicionamento diante da situação, os critérios para decisões desse tipo e as medidas de proteção aos alunos envolvidos e afetados. Até o momento, não houve retorno, e o espaço está aberto.

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