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Advogada recebe alta hospitalar após três meses internada por salvar família de incêndio no Paraná

Foto: Reprodução

A advogada Juliane Vieira recebeu alta hospitalar nesta terça-feira (20), após três meses internada no Hospital Universitário de Londrina. Ela ficou gravemente ferida ao resgatar a mãe e o primo de 4 anos durante um incêndio em um apartamento em Cascavel, no oeste do Paraná.

A informação foi confirmada pela assessoria do Hospital Universitário de Londrina (HUL). Não foram divulgados detalhes sobre o estado de saúde atual de Juliane. Em atualização anterior, no dia 14 de janeiro, o hospital informou que a paciente estava consciente e respirando sem auxílio de aparelhos.

Juliane estava internada desde outubro de 2025, quando sofreu queimaduras em grande parte do corpo ao ajudar a retirar familiares do imóvel em chamas. O tratamento ocorreu no Centro de Tratamento de Queimados, referência no atendimento a esse tipo de caso no Paraná.

Inicialmente, a advogada foi atendida no Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), em Cascavel. No dia 17 de outubro, ela foi transferida para Londrina em uma aeronave da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa-PR), devido à gravidade do quadro.

Em dezembro de 2025, a mãe de Juliane, Sueli Vieira, informou à RPC que a filha apresentava evolução clínica, após sair de um coma induzido, conseguindo se comunicar com familiares.

Investigação descartou crime

A Polícia Civil do Paraná concluiu, em novembro de 2025, que o incêndio não foi intencional. De acordo com o laudo pericial, o fogo teve início na cozinha do apartamento localizado no 13º andar de um edifício no bairro Country, no centro de Cascavel.

Imagens que circularam nas redes sociais à época mostraram Juliane do lado de fora do prédio, utilizando um suporte de ar-condicionado para auxiliar no resgate da mãe e da criança.

Relembre o caso

O incêndio ocorreu na manhã de 15 de outubro de 2025. Além de Juliane, outras três pessoas ficaram feridas: a mãe dela, que permaneceu 11 dias internada; o primo, que foi transferido para Curitiba e recebeu alta após 16 dias; e um bombeiro que atuou no resgate, liberado dias depois.

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